O dia da caça
capítulo 3
UM DOS PERITOS EM IMPRESSÕES digitais veio m e aj udar, m as m e levantei depressa, pensando se não estaria em choque por causa de Ellie.
– Estou bem . Não m e m achuquei. Qual era m esm o o sobrenom e da fam ília? – perguntei.
– Cox, senhor. Reeve, Eleanor e Jam es são as vítim as na sala de estar.
Eleanor Cox. Isso; agora eu m e lem brava. Olhei para Ellie com o coração disparado, fora de controle, lágrim as se form ando nos cantos dos olhos. Ela se cham ava Ellie Randall quando a conheci, um a inteligente e charm osa estudante de história passando um abaixo-assinado contra o apartheid entre os alunos da Universidade de Georgetown. Definitivam ente não era um a pessoa que teria esse destino.
– Precisa de algum a coisa? – Fescoe estava de volta, andando de um lado para outro.
– Só... m e traga um saco de lixo ou algo parecido – pedi. – Por favor. Obrigado.
Tirei m eu sobretudo e tentei m e lim par com ele, em seguida o enfiei no saco que Fescoe trouxe para m im . Precisava m e m anter em ação e sair daquela sala, pelo m enos naquele m om ento.
Fui em direção à escada e encontrei Bree descendo.
– Alex? Nossa, o que houve com você? – perguntou ela.
Sabia que, se com eçasse a explicar, não conseguiria chegar ao fim .
– Depois a gente conversa, o.k.? – pedi. – Com o estão as coisas lá em cim a?
Ela m e lançou um olhar esquisito, m as não insistiu.
– Mais do m esm o. Um horror, Alex. Terceiro andar. Mais duas crianças. Acho que elas estavam tentando se esconder dos assassinos, m as não adiantou.
Enquanto subíam os, o flash de um a m áquina fotográfica encheu o vão da escada com um a luz fantasm agórica. Tudo aquilo m e parecia irreal, um a alucinação. Era com o se eu estivesse de fora, observando a m im m esm o cam balear pela cena. Ellie foi assassinada. Tentei novam ente, m as não conseguia assim ilar a ideia.
– Não há sangue nas escadas nem no corredor – com entei, tentando m e concentrar nas evidências, tentando fazer m eu trabalho.
Estava m uito frio ali, por causa da claraboia aberta. Era dia 3 de novem bro e, segundo a previsão, a tem peratura baixaria para apenas um dígito da noite para o dia. Até o clim a tinha ficado um pouco louco.
– Alex?
Bree estava esperando adiante, parada no vão da porta de um quarto. Ela não se m exeu enquanto eu m e aproxim ava.
– Tem certeza que está bem para ficar aqui? – perguntou ela, falando baixo para que os outros não ouvissem .
Assenti e olhei para dentro do côm odo.
Atrás de Bree, os corpos das duas m eninas estavam cruzados em cim a de um tapete de retalhos oval. Um a cam a com dossel branco estava aos pedaços, arriada, com o se alguém tivesse pulado com força dem ais em cim a dela.
– Não se preocupe – falei. – Preciso ver o que aconteceu aqui. Preciso com eçar a entender o que significa tudo isto. Como, por exemplo, quem esteve pulando naquela cama.