O dia da caça

James Patterson · Capítulo 109 de 165

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O dia da caça

capítulo 107

 

ESTIQUEI O PESCOÇO PARA FORA a fim de ver o que estava acontecendo. Não havia nada que identificasse o helicóptero com o sendo da polícia e a baixa altitude era outro m au sinal.

O piloto voava de form a cada vez m ais descuidada e não parecia se im portar com a segurança das pessoas na rua. Aliás, nem com sua própria integridade física.

A Mainland Bridge ainda estava a m ais de um quilôm etro de distância. Vasculhei a área em busca de algum tipo de abrigo – um a garagem , um canteiro de obras. Não havia nada de óbvio, nenhum lugar onde pudéssem os nos esconder do helicóptero.

Para piorar, poucos quarteirões adiante vi luzes giratórias azuis e verm elhas pelo retrovisor: no m ínim o três viaturas correndo m uito rápido, se aproxim ando de nós.

– Merda! Agora, sem dúvida, é a polícia.

– Estou falando sério, Alex. Eles vão nos m atar se nos alcançarem . Não estou sendo paranoica.

– Acredito em você. Mas por que, Adanne?

– Alex, eu sei de coisas terríveis. Estou escrevendo um a m atéria sobre isso. Tenho que contar para alguém o que descobri.

– Conte para m im – falei.

Durante os frenéticos m inutos seguintes, foi o que Adanne fez. Ela m e contou segredos que j am ais havia com partilhado com ninguém . Um deles era que Ellie Cox a visitara em Lagos. As duas haviam trocado contatos e inform ações. Tinham falado sobre Abidem i Sowande, o Tiger, e sobre o grupo para o qual ele trabalhava.

– Alex, ele é um dos m ercenários m ais perigosos do m undo.

Acelerei o carro, ziguezagueando pelo tráfego da m elhor form a que podia. Mas, quando tornei a olhar pelo retrovisor, os carros de polícia ainda estavam próxim os. Fiquei um pouco zonzo depois de ouvir o que Adanne sabia sobre Tiger e sobre tantas outras coisas. Ainda não conseguia acreditar que ela e Ellie tinham se conhecido.

De repente, Adanne agarrou m eu braço.

– Alex! – gritou ela. – Cuidado!

Um carro de polícia vindo de um terreno baldio à esquerda tinha saltado o m eio-fio e estava parando bem no nosso cam inho.

Pisei fundo no freio... só que era tarde demais.

O Escort derrapou e se chocou contra a lateral da viatura.

A parte da frente do nosso carro am assou toda, com o se fosse feita de m assa de m odelar. Meu peito bateu com força contra o volante e vi a cabeça de Adanne ir de encontro ao para-brisa.

Outra viatura j á estava bem atrás de nós, com a sirene aos berros, as luzes girando alucinadam ente.

– Adanne? – Eu a endireitei no banco e vi que sua testa estava pintada de verm elho. Ela ergueu as sobrancelhas e piscou várias vezes. – Você está bem ? – perguntei.

– Acho que sim . Não conte nada a eles, Alex. Mais pessoas irão m orrer. Não lhes diga nada do que contei a você. Prom ete?