O dia da caça
capítulo 16
BREE E EU COMEÇAMOS A correr a toda a velocidade na direção da prim eira saraivada de tiros. Eu ainda conseguia ouvir Jam al McDonald – m as sua voz estava engrolada, ofegante, com o se tivesse sido atingido na garganta e estivesse sufocando.
Os outros agentes gritavam núm eros de identificação em seus transm issores e tam bém seguiam para o cam inhão de com bustível. Sam pson continuou no telhado e, pelo rádio, pediu que o Condado de Fairfax m andasse reforços.
Estávam os apenas na m etade do cam inho quando três ou quatro som bras passaram correndo por nós, a cerca de 50 m etros de distância. Pareciam crianças, exatam ente com o Jam al tinha dito.
Ao passar, um a delas disparou um a arm a que segurava na altura do quadril, sem nem m esm o tentar se proteger. Então todos eles abriram fogo contra nós. Era com o um a espécie de tiroteio do Velho Oeste. Eles pareciam não ter m edo algum e ignorar o conceito de m orte.
Bree e eu nos j ogam os ao chão e atiram os de volta. Balas faiscavam do asfalto e dos cam inhões na escuridão, m as não conseguíam os enxergar contra quem estávam os disparando ou para onde eles iam .
– São crianças – disse Bree.
– São assassinos – corrigi-a.
Um a segunda troca de tiros intensa veio da fileira de cam inhões ao lado. Um dos m em bros de nossa equipe, Art Sheiner, gritou que tam bém tinha sido atingido.
Então tudo voltou a ficar silencioso.
– Sheiner? – cham ei pelo rádio.
Ele não respondeu.
– McDonald?
Nada tam bém .
– Sam pson, precisam os que os reforços tragam um a equipe m édica.
– Eles estão a cam inho. Vou descer agora.
– Continue aí em cim a, John. Precisam os de um observador, agora m ais do que nunca. Não saia daí!
– Senhor, aqui é Connors. – Ele era o novato do grupo e sua voz estava tensa. – Encontrei Jam al. Ele caiu. Há m uito sangue aqui.
– Fique com ele! E tom e cuidado.
– Vinte-dois-zero-quatro. – Era Frank Nicolo. – Estou com Sheiner. Ele caiu. Sem pulso. Acho que está m orto.
Então, de repente, os tiros recom eçaram !