O dia da caça

James Patterson · Capítulo 143 de 165

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O dia da caça

capítulo 141

 

– FINALMENTE VOCÊ ESTÁ OUVINDO. SÓ que agora é tarde dem ais, idiota.

O assassino falava em voz alta, num tom arrogante, enquanto cam inhava na m inha direção. Ele estava ladeado por dois pivetes: Houston Rockets e um garoto com a expressão vazia, que apontava um a lanterna para m eus olhos.

– Onde está m inha fam ília? – perguntei, prendendo-m e ao assunto da m elhor form a que podia naquelas circunstâncias.

– Que diferença faz... uma família? Vocês m e fazem rir. Todos vocês, am ericanos ridículos. Todos riem de vocês, no m undo inteiro.

Ele sacou um a faca de caça e m ostrou a lâm ina longa e grossa para m im . Não falou nada sobre a arm a; não havia necessidade. Eu tinha visto do que ela era capaz na casa de Ellie.

– Onde estão eles? – tornei a perguntar.

– Você acha que está em condições de fazer perguntas? Posso obrigá-lo a gritar. Im plorar para m orrer. Sua vida não significa nada para nós. Nós dizem os ye ye, “im prestáveis, inúteis”. Sua fam ília... nada. Ye ye. Inúteis.

Tiger se aproxim ou e consegui sentir o cheiro de seu suor e de seu hálito que recendia a tabaco. Ele segurou a faca perto do m eu pescoço.

– Diga: “Eu não sou nada.” Diga! Quer saber que fim levou sua fam ília? – gritou ele na m inha cara. – Então diga: “Eu não sou nada!”

– Eu não sou nada.

Ele cortou m eu bíceps. Não olhei para o braço, m as sabia que estava sangrando. Não iria dem onstrar fraqueza, independentem ente do que acontecesse com igo.

– Ferida superficial! – disse ele com um a risada.

Seus garotos assassinos tam bém acharam graça, aqueles doentes de m erda. Tive vontade de m atar todos eles.

Ele fez um gesto com a faca.

– Se quer tanto ver sua fam ília, então venha. Pode ver o que restou deles. Ye ye!