O dia da caça

James Patterson · Capítulo 80 de 165

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O dia da caça

capítulo 78

 

TUDO AINDA ME PARECIA IRREAL, com o um a fantasia.

Todas as portas do abrigo da igrej a eram trancadas depois das nove da noite. Ninguém podia entrar ou sair. Com o trânsito de Lagos, quase não consegui voltar a tem po.

Minha cam a ficava na parede dos fundos de um dos três dorm itórios de teto alto perto do corredor principal, onde o café da m anhã era servido.

Alex Cross, pensei. A que ponto você chegou? O que você inventou desta vez?

O cara na cam a ao lado era o m esm o da noite anterior, um j am aicano cham ado Oscar. Ele não falava m uito, m as a expressão de cansaço em seus olhos e as m arcas recentes de agulha contavam sua história.

Ele ficou deitado de lado, m e observando enquanto eu procurava um a escova de dentes.

– Ei, cara – sussurrou ele. – Um hom em de Deus baixinho está olhando pra você. Bem ali.

Padre Bom bata estava parado à porta. Quando olhei, ele m e cham ou com um dedo e então saiu do dorm itório.

Eu o segui até um salão apinhado de recém -chegados. Continuei abrindo cam inho contra o fluxo daquelas pessoas, em direção às portas da frente, até alcançá-lo.

– Padre?

Ele estava digitando um núm ero no celular e m e perguntei para quem estaria telefonando. Será que eu estava prestes a ouvir notícias boas ou ruins?

– A Sra. Tansi quer falar com você – disse ele, m e entregando o aparelho.

Adanne tinha notícias! Havia ocorrido um assassinato em Darful do Sul. Um dos m em bros do Conselho de Estado do Sudão estava m orto... e sua fam ília tinha sido m assacrada.

– Algum a relação com Basel Abboud em Washington? – perguntei.

– Ainda não sei, m as posso garantir que Tiger faz negócios com frequência no Sudão.

– Arm as? Heroína? Que tipo de negócio, Adanne?

– Meninos. Seus leais soldados. São recrutados nos cam pos de refugiados de Darfur.

Respirei fundo.

– Você poderia ter m e dito isso antes.

– Vou com pensar. Posso colocar nós dois num avião de carga para Ny ala am anhã de m anhã bem cedo.

– Você disse “nós dois”? – perguntei, incrédulo.

– Isso m esm o. Ou você pode pegar um voo com ercial para Al Fasher e tentar arranj ar transporte terrestre. Você decide.

Em qualquer outra situação, eu j am ais teria cogitado aceitar. Mas, por outro lado, eu nunca tinha estado a 8 m il quilôm etros de casa, sem nenhum a pista e dorm indo em um abrigo para m oradores de rua.

Tapei o fone com a m ão.

– Padre, posso confiar nela?

Posso confiar minha vida a ela?

– Pode, ela é um a boa pessoa – respondeu ele sem hesitar. – Já lhe disse, ela é m inha prim a. Alta e bonita, com o eu. Pode confiar nela, detetive.

Voltei à linha.

– Nada vai ser publicado até nós dois concordarm os que sim . Estam os com binados?

– Com binado. Encontro você às cinco na entrada principal da base m ilitar de Ikej a. E, Alex, prepare-se em ocionalm ente. Darfur é um lugar terrível.

– Já vi alguns horrores na vida – falei. – Muitos.

– Pode ser, m as não com o isso. Não há nada parecido com isso, Alex. Acredite em m im .