O dia da caça

James Patterson · Capítulo 38 de 165

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O dia da caça

capítulo 36

 

DO LADO DE FORA, AS coisas não eram nem um pouco m elhores. O ar cheirava a óleo diesel, o que não era de espantar: para onde quer que eu olhasse, via um a infinidade de carros, cam inhões e ônibus am arelos velhos. Nativos de todas as idades andavam em m eio ao tráfego, vendendo de tudo – desde j ornais, frutas, roupas infantis até sapatos usados.

– Alexander Cross?

Dei m eia-volta, esperando ver Ian Flaherty, m eu contato da CIA na Nigéria. A CIA é boa em pegar as pessoas desprevenidas, certo?

Mas, em vez disso, topei com dois oficiais arm ados. Logo vi que eram da polícia com um , não da im igração. Seus uniform es eram com pletam ente pretos, inclusive as boinas, com distintivos em form a de V nas dragonas da cam isa. Am bos portavam pistolas sem iautom áticas.

– Sim , sou eu – respondi.

O que aconteceu em seguida não tinha a m enor lógica. Minha bolsa de viagem foi arrancada do m eu braço. Depois, m inha m aleta. Um dos oficiais girou m eu corpo e m eus pulsos foram algem ados. Em seguida, senti um a pressão forte ali quando elas foram fechadas, apertadas dem ais.

– O que está havendo? – perguntei, lutando para m e virar e encarar os policiais. – O que significa isto? Quero saber o que está acontecendo.

O oficial com a m inha bagagem ergueu no ar a m ão livre com o se estivesse cham ando um táxi. Um a picape Toy ota branca de quatro portas parou im ediatam ente j unto do m eio-fio.

Os policiais escancararam um a das portas traseiras, abaixaram m inha cabeça e m e em purraram para dentro, j ogando m inha bolsa de viagem em seguida. Um deles ficou na calçada enquanto o outro saltava para o banco do carona e nós partíam os.

Então m e dei conta: eu estava sendo sequestrado!