O dia da caça

James Patterson · Capítulo 125 de 165

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O dia da caça

Parte Quatro

 

DE VOLTA PARA CASA

capítulo 123

 

EU SABIA QUE HAVIA FRACASSADO.

E tam bém sabia que j á testem unhara e investigara assassinatos e carnificinas suficientes para m ais de um a vida. Ainda assim , nada havia m e preparado para o caos insano e os horrores das últim as sem anas: tortura e genocídio, m ulheres e crianças inocentes sofrendo e, por fim , a m orte sem sentido de Adanne Tansi e sua fam ília.

Tudo o que eu queria era m e refugiar em algum as horas de sono no avião para Londres, de onde pegaria um a conexão para Washington.

Mas não conseguia interrom per o fluxo de im agens terríveis, apavorantes, da m inha tem porada na África: eu via repetidamente o monstruoso Tiger matando e em seguida estuprando Adanne.

E no que resultaram as m ortes de Adanne e sua fam ília? O que se conseguiu com isso além de um a perseguição fracassada ao assassino cham ado Tiger? E quanto a todas as outras m ortes ali que j am ais seriam vingadas, nem sequer lem bradas de form a adequada? E quanto aos segredos que Adanne dividira com igo?

Acordei com um sobressalto quando o avião aterrissava no Aeroporto Gatwick, em Londres. Tinha dorm ido um pouco e m e sentia grogue, além de estar com o estôm ago em brulhado e explodindo de dor de cabeça.

Talvez fosse apenas paranoia m inha, m as as aerom oças da Virgin Nigeria pareciam ter m e evitado durante boa parte da viagem .

Eu precisava de água e de um a aspirina. Fiz sinal para as aerom oças, que estavam recolhendo copos e latas de refrigerante antes de aterrissarm os.

– Com licença? – cham ei.

Eu tinha certeza de que elas m e viram acenar, m as fui ignorado novam ente.

Por fim , fiz algo que não m e lem brava de ter feito em nenhum outro voo: apertei o botão de atendim ento. Várias vezes. Isso m e rendeu um olhar feio da que estava m ais perto de m im . Ainda assim , ela não foi ver o que eu queria.

Eu m e levantei e fui até ela.

– Não sei o que fiz para ofendê-la... – com ecei.

Ela m e cortou:

– Então vou lhe dizer. Você é um am ericano dos m ais asquerosos. A m aioria deles é assim , m as você é pior. Causou sofrim ento a todos que tiveram contato com você. E agora quer m inha aj uda? Não. Nem um a bebida. A luz do cinto de segurança está acesa. Volte para o seu lugar.

Peguei seu braço e o segurei com cuidado, porém com firm eza. Então m e virei e olhei em direção à cabine.

Esperava ver alguém nos observando, alguém que tivesse falado a m eu respeito para as aerom oças.

Mas ninguém parecia estar olhando na nossa direção. Tam bém não reconheci nenhum a daquelas pessoas.

– Quem falou com você a meu respeito? – perguntei. – Alguém neste avião? Quem foi? Diga.

Ela balançou o braço para se soltar.

– Descubra sozinho. Você não é o detetive?

Então se afastou sem olhar para trás. Sua expressão irritada e o m istério da sua raiva contra m im m e acom panharam por todo o cam inho de volta para casa.