O dia da caça

James Patterson · Capítulo 64 de 165

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O dia da caça

capítulo 62

 

SEGUI O HOMEM SEM UM braço, de aparência frágil, até um a velha casa de pedra nos arredores do vilarej o, no cam inho de volta para a Running Recovery. Já eram pelo m enos onze da noite, m as as luzes da casa ainda estavam acesas. Perguntei-m e se Moisés era um a exceção ou se m uitas pessoas dali estariam dispostas a aj udar um estranho, m esm o ele sendo am ericano. Até onde eu sabia, a m aioria das pessoas de Serra Leoa era boa e apenas se tornara vítim a das circunstâncias e da ganância.

Um hom em de cabelos grisalhos abriu a porta.

– O que você quer? – perguntou.

Um grupo de crianças se am ontoava atrás dele, tentando ver quem tinha vindo à sua casa no m eio da noite.

– O am ericano quer com prar um autom óvel – disse Moisés. – Ele tem dinheiro.

Seguindo o conselho de Moisés, a princípio fiquei quieto. Antes de oferecer dinheiro, eu precisava saber exatam ente quais eram as nossas opções.

– Você está com sorte – respondeu o hom em , abrindo um leve sorriso. – Ficam os abertos até tarde.

A m elhor das latas-velhas que ele tinha nos fundos era um Mazda Drifter m uito antigo, com um a lona esfarrapada sobre a carroceria e um espaço vazio no painel onde deveria estar o velocím etro.

Mas o m otor pegou, tim idam ente, na prim eira tentativa. E o preço foi j usto: 500 leones.

Além do m ais, ele não se im portou que eu passasse a noite ali, dentro do veículo.

Eu disse a Moisés que ele j á fizera m uito por m im e que deveria ir para casa, m as ele não quis nem ouvir falar no assunto. Ficou com igo até o am anhecer e então foi arranj ar as poucas coisas de que, segundo ele, eu precisaria para viaj ar em segurança – o que incluía um a autorização da polícia para sair do país.

Enquanto esperava, com ecei a perceber com o aquela viagem de volta era arriscada. Eu teria que atravessar m ais de 1.500 quilôm etros até Lagos, cruzando diversas fronteiras, sem nada para m e guiar além dos m apas que Moisés nem tinha certeza de que encontraria.

Então, quando ele voltou, eu tinha um a proposta a lhe fazer.

– Se você vier com igo, poderá ficar com a cam inhonete. Um a troca j usta pelos seus serviços.

Eu esperava um a negociação, ou pelo m enos que ele hesitasse, m as não houve nada disso.

Ele tirou um farnel de couro de cabra do om bro e o j ogou dentro da cam inhonete, então m e devolveu o dinheiro que não tinha gastado.

– Sim – lim itou-se a dizer. – Eu vou.