O dia da caça
capítulo 137
DE REPENTE, EU TINHA AINDA m ais perguntas.
Como eles haviam conseguido o número do celular que eu pegara emprestado?
Não que fosse algo im possível de obter, m as com o um bando de m arginais nigerianos tinha conseguido fazer isso?
Eu não era propenso a teorias conspiratórias, m as estava ficando cada vez m ais difícil negar o óbvio: alguém queria saber o que eu tinha descoberto na África; e calar m inha boca para sem pre.
Cerca de um m inuto depois do fim da ligação, saí para a varanda, que eu havia decidido deixar às escuras por ora. Ainda não conseguia ver ninguém m e observando na rua.
Eles tinham estado ali? Será que já haviam ido embora? Estariam com Nana e as crianças em um veículo por perto?
Eu não queria bancar o alvo por m ais tem po do que o necessário. Desci correndo os degraus e entrei no Mercedes – o carro da fam ília, que eu com prara por questões de segurança.
Dei partida no m otor e então com ecei a sair de ré, sentindo o poder do carro. Eu precisava daquilo – da aj uda de algum a força externa.
O celular tocou, estridente, e eu parei.
– Você continua sendo um tolo.
Era o hom em m ais velho outra vez. Eu quis xingá-lo, m as não falei nada. Ele podia estar com m inha fam ília. Era duro ter um a esperança com o essa, m as era o que m e restava. Precisava ter algum a esperança.
Ele riu ao telefone.
– O que é tão engraçado? – perguntei.
– Você. Não quer saber para qual lado deve virar depois que sair? – disse ele.
– Qual lado?
– Dobre à esquerda. Então siga m inhas orientações direto para o inferno.