O dia da caça

James Patterson · Capítulo 52 de 165

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O dia da caça

capítulo 50

 

QUANDO O CARRO SE AFASTOU do Superior, eu tinha um copo de café nigeriano fum egante e delicioso na m ão e m e senti com o se alguém tivesse apertado m eu botão “reset”.

Desconsiderando o aspecto de m eu rosto e até que ponto m etade dos m eus m úsculos doía, era com o se eu tivesse ganhado um novo prim eiro dia na África. Pensei no fato de Ellie ter estado ali poucas sem anas antes e m e perguntei o que teria acontecido com ela. Será que havia entrado em contato com Tiger? Supondo que sim , com o?

Não havia arquivos nem inform ações de inteligência para consultar – m inhas roupas, m eu passaporte e m inha carteira vazia eram as únicas coisas que tinha recebido de volta –, então passei o lento traj eto para a ilha de Lagos apenas contem plando a paisagem .

– Você sabia que as pessoas cham am Lagos de “cidade m archa lenta”? – perguntou o m otorista com um sorriso sim pático.

Ele disse que todos os carros abandonados nos acostam entos eram de pessoas que ficavam sem gasolina nos constantes engarrafam entos.

Ganham os um pouco de velocidade na Mainland Bridge, a ponte que ligava a ilha ao continente, de onde vi o centro de Lagos pela prim eira vez. Ao longe, a paisagem era com o a de qualquer cidade grande: concreto, vidro e aço.

À m edida que nos aproxim ávam os, no entanto, ela com eçou a se parecer cada vez m ais com um a pintura de Escher, com um inacreditável aglom erado de prédios esprem ido ao redor do próxim o, e do próxim o, e do próxim o. Fiquei pasm o com a densidade populacional daquele lugar – as m ultidões, o tráfego, a infraestrutura –, m esm o j á tendo ido diversas vezes a Nova York e à Cidade do México.

Quando finalm ente chegam os ao Citibank da Broad Street, Flaherty j á estava parado à entrada, fum ando. A prim eira coisa que m e disse foi:

– Jack Nicholson em Chinatown. – Ele sorriu da sua própria piada, então disse: – Você é fresco para dor?

– Não m uito. Por quê?

Ele apontou para m eu nariz.

– Podem os fazer um a parada rápida depois daqui. Consertar esse estrago.

Nesse m eio-tem po, disse Flaherty, eu deveria entrar no banco, pegar m eus cartões e o dinheiro que devia a ele. Além de toda a grana que fosse precisar para m im m esm o e pelo m enos 200 dólares am ericanos, se possível em notas pequenas.

– Para quê? – perguntei.

– Propina.

Acreditei nele e fiz o que disse.

Em seguida, voltam os para o carro e atravessam os o riacho Five Cowrie em direção à m ais sofisticada das grandes ilhas da cidade, Victoria, e até um consultório m édico particular no quinto andar de um prédio com ercial. Muito exclusivo.

O m édico m e atendeu na m esm a hora. Exam inou m eu rosto e então aj eitou m eu nariz com um a torção rápida, excruciante. Foi de longe a consulta m ais estranha que j a tive. O m édico não fez nenhum a pergunta sobre o ferim ento nem pediu dinheiro. Entrei e saí em m enos de 10 m inutos.

De volta ao carro, perguntei a Flaherty há quanto tem po ele estava baseado em Lagos. Estava na cara que ele conhecia m uito bem as m anhas do lugar. Tam bém sabia quando não devia responder às m inhas perguntas.

– Mercado Oshodi – falou para o m otorista, recostando-se e acendendo outro cigarro. Então disse para m im : – É m elhor relaxar. Isso vai dem orar um pouco. Sabe com o eles cham am Lagos?

– A cidade m archa lenta.

Ele entortou os cantos da boca para baixo e soltou um a nuvem de fum aça branca.

– Você aprende rápido. Algum as coisas, pelo m enos.