O dia da caça

James Patterson · Capítulo 71 de 165

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O dia da caça

capítulo 69

 

ÁFRICA! SERÁ QUE HAVIA ALGUM lugar no m undo parecido com aquele? Eu duvidava.

Chegam os a Porto-Novo no dia seguinte e decidim os que seria m elhor se eu pegasse um ônibus dali até Lagos. Havia um hom em parado do lado de fora do banheiro na rodoviária. Ele tentou m e convencer a pagar para entrar, até que eu lhe disse que preferia m ij ar nos sapatos dele. O hom em riu e saiu do cam inho.

Então Moisés e eu nos despedim os e ele foi em bora, orgulhoso, em sua cam inhonete. Nunca descobri se ele era um bom sam aritano ou um oportunista, em bora tendesse a acreditar na prim eira opção. Sem pre pensarei em Moisés com o m eu prim eiro am igo na África.

De volta ao hotel em Lagos, m e livrei de três dias de poeira, suor e sangue com um bom banho. Olhei m eu nariz torto no espelho do banheiro. Alex, você é uma figura. Por fim , m e estatelei na cam a para telefonar para casa.

Dessa vez, liguei prim eiro para o celular de Bree. Era bom sim plesm ente voltar a ouvir sua voz, m as os cum prim entos calorosos entre nós dois foram breves.

Bree tinha notícias que não podiam esperar – sobre um novo assassinato, na Rua 18, e sobre um m enino que encontrara no local e sua inform ação de que “havia mais de um Tiger”. Flaherty m e dissera a m esm a coisa, m as eu estava certo de estar atrás de um único assassino. Meu instinto m e dizia isso.

Ela contra-argum entou:

– Se esse m enino for confiável, é a coisa m ais perto de um inform ante que tem os. Ele fazia parte da gangue, Alex. Você poderia estar evitando a m esm a quantidade de estragos aqui em Washington, talvez m ais. Volte para casa.

– Bree, você está dizendo que tem um a testem unha fantasm a aí. Um m enino. Sei que o hom em que m atou Ellie e sua fam ília está aqui agora. Ele está em Lagos.

Pelo menos era isso que meu instinto dizia. Mas quem poderia ter certeza àquela altura?

– Vou ver o que m ais consigo descobrir, especialm ente a respeito dele.

A voz de Bree estava tensa. Nós nunca tínham os brigado de verdade antes, m as aquela conversa estava parecendo algo m uito próxim o disso.

– Ouça, Bree – falei. – Juro que não vou ficar aqui por m ais tem po do que o estritam ente necessário.

– Acho que tem os concepções m uito diferentes do que é necessário, Alex.

– Quanto a isso, talvez você tenha razão.

Eu poderia não ter dito essa últim a frase, m as a única coisa que eu podia oferecer a Bree naquele m om ento era a verdade.

– Estou m orrendo de saudades – falei por fim . Isso tam bém era verdade, m as eu estava tentando m udar de assunto. – O que você está vestindo? – perguntei.

Ela sabia que eu estava brincando e riu.

– Onde você acha que estou? Fred Feioso está olhando para m im do outro lado da m esa – ouvi um grito de protesto ao fundo – e m etade da Divisão de Casos Especiais está aqui no escritório com igo. Quer que eu continue?

Respondi que não e nos despedim os. Então, antes que eu pudesse discar o núm ero de casa, ouvi alguém arranhando minha porta.

– Quem é? – perguntei.

A porta se escancarou tão depressa que não tive nem tem po de sair da cam a para olhar. Reconheci o gerente da recepção.

Mas não os dois hom ens de ternos pretos e cam isas brancas parados atrás dele no corredor.

– O que você está fazendo no m eu quarto? – perguntei ao gerente. – Quem são eles?

Ele não m e dirigiu um a só palavra. Sim plesm ente segurou a porta aberta para os hom ens passarem e em seguida a fechou pelo lado de fora, enquanto os dois atravessavam o quarto na m inha direção.

Saltei da cam a.

– O que está havendo? – falei. – O que foi agora?