O dia da caça

James Patterson · Capítulo 63 de 165

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O dia da caça

capítulo 61

 

LEVEI UM MINUTO PARA RECUPERAR o fôlego e conferir a arm a que tinha roubado do bando de m eninos. Era um a Beretta subcom pacta, um m odelo nada barato. O pente só tinha capacidade para sete tiros, cinco dos quais haviam sido disparados. Com um pouco de sorte, não precisaria dos últim os dois naquela noite. Ou melhor: com muita sorte.

Eu estava apavorado e suava profusam ente. Era inevitável. Quase perdera um braço. As coisas poderiam m uito bem ter saído de outra m aneira. Isso é o que eu cham o de escapar por pouco.

Ouvi um barulho do lado de fora e ergui a Beretta. Quem estava ali? O que estava acontecendo agora?

– Não atire, senhor.

Era Moisés. Ele trazia um a vasilha d’água. Deu-m e um pano para que eu lim passe o rosto.

– O que o senhor vai fazer agora?

Era um a boa pergunta. Meu instinto dizia que Rockets não tinha m entido. Tiger não estava m ais ali. O m ais provável era que estivesse a cam inho da Nigéria com seus diam antes. Eu o perdera outra vez. O assassino e líder de gangue não era nada bobo.

– Acho que devo procurar um voo para sair daqui pela m anhã – falei para Moisés.

– O aeroporto é pequeno, senhor. Eles vão encontrar você com facilidade. Os garotos ou a polícia.

Ele tinha razão. Nem chegava a ser um aeroporto. Até onde eu m e lem brava, não tinha sequer um teto. Era só um a pista.

A propósito, eu ainda não sabia quem havia organizado aquele pequeno com itê de “boas-vindas” a Lagos. Se Tiger sabia onde eu estava – e eu era obrigado a supor que ele sabia –, eu poderia estar m e m etendo em outra rodada do m esm o tipo de hospitalidade, talvez com um final m ais desagradável.

De repente, com eçou um a gritaria do lado de fora. Vozes de rapazes. Era difícil saber quantos, m as pelo m enos m eia dúzia.

Moisés passou a cabeça pelo vão da porta, então voltou e apagou a lam parina com um sopro.

– Eles estão aqui – declarou. – O senhor deve ir em bora. Tem que ir.

Tive que concordar, nem que fosse só para evitar que Moisés se envolvesse naquela confusão terrível.

– Avise quando a barra estiver lim pa.

Ele se postou ao lado da porta, observando. Fiquei do outro lado, pronto para disparar ao seu sinal.

– Agora – disse ele, gesticulando para que eu saísse pela esquerda. – Vá agora!

Rápido.

Disparei por um a rua estreita e subi direto outro beco. A próxim a rua em que saí era m ais larga, porém totalm ente deserta. Dobrei à esquerda e segui adiante.

Só então percebi que Moisés ainda estava ao m eu lado.

– Por aqui – disse ele, apontando para o m eio da escuridão. – Sei onde o senhor pode com prar um a cam inhonete.