O dia da caça

James Patterson · Capítulo 37 de 165

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O dia da caça

capítulo 35

 

O BURBURINHO E A FRUSTRAÇÃO QUE experim entei ao passar pela im igração não eram nada se com parados à avalanche instantânea de barulho e pessoas apressadas com que m e deparei em seguida, quando cruzei as portas de vidro cheias de m arcas de im pressões digitais e entrei no term inal principal do Murtala Muham m ed.

Foi ali que tive o prim eiro sinal palpável de que estava em um a área m etropolitana com 13 m ilhões de habitantes. E acho que pelo m enos m etade deles estava no aeroporto naquele dia.

Então isto é a África, pensei. E, em algum lugar lá fora, está meu assassino. Ou melhor, assassinos.

Nada m enos que cinco “funcionários” nigerianos m e pararam a cam inho da retirada das bagagens. Todos pediram para ver algum docum ento de identificação e disseram basicam ente a m esm a coisa: “Visa, Am erican Express, qualquer cartão serve.” Sabiam que eu era am ericano. Todos exigiram um a pequena propina – ou talvez preferissem cham ar de gorj eta.

Depois que consegui chegar à esteira, pegar m inha bolsa de viagem e atravessar novam ente a m uralha de pessoas que se esprem iam para pegar suas m alas, m e senti tentado a perder m ais algum as nairas para um garoto m altrapilho com um chapéu surrado que m e perguntou aonde eu queria que ele levasse m inha bagagem .

No entanto, m udei de ideia e segui em frente, carregando m inha bagagem colada ao peito. Estrangeiro numa terra estranha, pensei, em bora eu sentisse um a curiosa felicidade por estar ali. Aquilo prom etia ser um a aventura e tanto! Era um território com pletam ente novo para m im . Eu não conhecia nenhum a das regras ali.