Terra

Eloy Moreno · Capítulo 126 de 205

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Terra

Capítulo 126

Chegámos a uma grande mansão.

Quando o marido faleceu, tornara-se a sexta pessoa mais rica do mundo.

Parámos o carro em frente a umas portas exteriores. Um segurança pediu-nos a documentação, e entrámos.

Um mordomo aguardava-nos.

— Bem-vindos. Sigam-me, por favor.

Seguimo-lo até uma grande divisão coberta de mármore, ouro e solidão, sobretudo, solidão.

— A senhora virá daqui a alguns instantes.

Quase sem nos darmos conta, passados poucos segundos, apareceu a miragem de uma mulher. Ali não havia armadilhas: não tinha maquilhagem, nem postiços, nem holofotes colocados de forma estratégica. Não, aquilo não era a reportagem de uma revista qualquer. Vimos apenas um vestido que cobria um interior feito de ossos e mágoa.

Quando chegou junto de nós, abraçou-se ao meu irmão e começou a chorar em silêncio, como se cada lágrima pedisse desculpa pelo facto de se soltar.

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