Terra

Eloy Moreno · Capítulo 152 de 205

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Terra

Capítulo 153

Saímos dali e continuámos a andar durante mais cerca de vinte minutos, até chegarmos a uma magnífica cascata com um nome difícil de pronunciar: Oxararfoss. Havia ali muito menos gente, porque, para se aceder ao local, era preciso subir um lanço de escadas, e, para a maioria das pessoas que nos rodeavam, isso representava demasiado esforço.

Permanecemos alguns minutos a apreciar a beleza do som da água.

Regressámos ao local onde tínhamos estacionado, mas a saída desabara. Muitos automóveis tinham ficado envolvidos na confusão, sem saber o que fazer ou aonde ir. Felizmente, o nosso era dos antigos, dos manuais, e conseguimos sair por entre o caos.

— Aonde vamos agora? — perguntei, quando já estávamos de novo na estrada.

— Agora, vamos visitar um amigo meu. Combinei com ele num sítio muito especial. Espero que gostes.

Continuámos pela estrada durante cerca de meia hora, até que, ao longe, vi outra confusão de veículos, maioritariamente, autocarros.

Procurámos lugar num parque de estacionamento apinhado. Depois de vários minutos, conseguimos.

Tinha parado de chover, mas as nuvens continuavam no céu.

— Há muito poucos lugares no mundo onde se pode ver isto — disse-me, enquanto saíamos do carro.

Reparei que estávamos rodeados de várias construções: dois hotéis de luxo, um restaurante, um café bastante grande, uma enorme loja de recordações…

Atravessámos a rua e deixámos tudo isso para trás. Dirigimo-nos a um caminho de terra delimitado por cordas de segurança.

Apesar de o trilho estar perfeitamente definido e de haver tabuletas a pedir que não se passasse das linhas marcadas, as pessoas caminhavam por onde queriam.

Ao longe, ouvi uma explosão.

— O que foi aquilo? — perguntei ao meu irmão.

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