Terra
Capítulo 141
— Bem, sendo assim, vamos para a Islândia — disse ao meu irmão, enquanto conduzia em direção ao aeroporto.
— Sim, para a Islândia.
— Procurar a maldita cabana. Estiveste lá, não foi?
— Sim, fui várias vezes com o pai, quando andavam a construir o centro de apoio. Lembro-me vagamente de que se fez uma inauguração. Mas isso foi há anos. Continuei a manter o contacto com uma pessoa que talvez nos possa ajudar.
— Quem?
— Um dos chefes da manutenção, um tipo inteligente e muito simpático. Cruzámo-nos várias vezes e acabámos por fazer amizade. Acho que, ao todo, passei mais de dois meses por lá, e ele mostrou-me muitas zonas da ilha. De vez em quando, ainda mantemos contacto: um ou outro e-mail, uma chamada… Ele estava na Islândia quando aconteceu aquela história do pai da Veruca. Talvez saiba alguma coisa.
— É uma hipótese…
Ficámos em silêncio, ele a olhar para a frente, para uma estrada em que mal havia trânsito; eu, a observar o anel que já fazia parte de mim. Agora, sabia que havia qualquer coisa por detrás daquilo. O rosto da mãe de Veruca confirmara-mo. Tirei-o, aproximei-o do rosto, virei-o, analisei-o por dentro…
Mais uma quantidade de quilómetros em silêncio.
— Como é a Islândia? — perguntei.
— É a coisa mais parecida com a Terra que ainda podes encontrar na Terra — respondeu-me, a sorrir.
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