Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório

Capítulo 1: Anatomia e embriologia

S E Ç Ã O 1

 

Anatomia e embriologia

 

Sistema respiratório

 

FIGURA 1-1

 

O sistema respiratório é composto pelas estruturas envolvidas na troca de oxigênio e dióxido de carbono entre o sangue e a atmosfera – a chamada respiração externa. A troca de gases entre o sangue dos capilares da circulação sistêmica e os tecidos nos quais esses capilares estão localizados é chamada de respiração interna.

O sistema respiratório compreende as seguintes estruturas: nariz externo, nariz interno e seios paranasais; faringe, passagem comum para o ar e alimentos; laringe, onde a voz é produzida, traqueia, brônquios e pulmões. As estruturas acessórias necessárias ao funcionamento do sistema respiratório são as pleuras, o diafragma, a parede torácica e os músculos que levantam e abaixam as costelas na inspiração e expiração. Os músculos da parede anterolateral do abdome também auxiliam na expiração forçada (a contração desses músculos pressiona o conteúdo da cavidade abdominal para cima, contra o diafragma, elevando-o) e são utilizados na respiração “abdominal”. Alguns músculos do pescoço conseguem levantar as costelas, aumentando, dessa forma, o diâmetro anteroposterior do tórax. Em certas circunstâncias, os músculos que fixam os braços na parede torácica também podem ajudar a alterar o volume do tórax.

As Figuras 1-1 a 1-16 mostram a anatomia do sistema respiratório e das principais estruturas acessórias. É importante visualizar essas estruturas isoladamente e se familiarizar com seu suprimento sanguíneo e nervoso e também com as relações que estabelecem com as estruturas adjacentes e com a superfície do corpo. Deve-se ter em mente que essas relações estão sujeitas ao mesmo grau de variação individual que afeta todas as estruturas anatômicas. As ilustrações apresentam as situações encontradas com mais frequência, e aqui não se tem a intenção de descrever todas as variações que ocorrem.

Neste momento, uma ideia importante e clinicamente valiosa que merece ênfase é a prática de se subdividir cada pulmão em lobos e segmentos com base na ramificação da árvore bronquial. Do ponto de vista de seu desenvolvimento embriológico, bem como de sua função como um órgão da respiração totalmente desenvolvido, o pulmão é a ramificação final do brônquio principal que leva até ele. O conhecimento dessa subdivisão do pulmão é fundamental para anatomistas, fisiologistas, patologistas, radiologistas, cirurgiões e pneumologistas, porque, sem essa separação tridimensional, não há outra maneira de localizar, com precisão, as lesões que surgem no sistema respiratório.