Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório

Remoção de tumores do mediastino

FIGURA 5-26

Os tumores do mediastino são um grupo desafiador tanto em termos diagnósticos como em relação ao tratamento. Há uma gama de entidades patológicas envolvidas e, para muitas, a excisão cirúrgica é o tratamento de escolha. O reconhecimento e a identificação das anormalidades mediastinais quase sempre se baseiam nas radiografias de tórax. Embora, vez ou outra, a aparência radiológica seja característica ou (raramente) patognomônica, na maioria das vezes é a localização dentro do mediastino o sinal mais influente para a interpretação correta do diagnóstico.

A avaliação radiológica do mediastino depende das imagens de tomografia computadorizada (TC) do tórax. Se o tórax, em uma vista lateral, estiver dividido em três compartimentos aproximadamente iguais no plano anteroposterior, os tumores mais comuns são: (1) mediastino anterior/superior – timoma, tumores de células embrionárias (teratoma maduro, teratocarcinoma, tumor do saco embrionário), linfoma e extensão tireoide intratorácica (incluindo a tireoide subesternal); (2) mediastino médio/visceral – cistos do broncopulmonares congênitos do intestino anterior e tumores de envolvimento linfoide (linfomas de Hodgkin e não Hodgkin e câncer metastático); e (3) mediastino posterior – tumores de origem neurogênica (neurofibroma) e lesões esofágicas. Tumores vasculares (aneurismas, anomalias, angiomas) podem ocorrer em qualquer local do mediastino.

A probabilidade de malignidade se baseia na localização, na idade do paciente e na presença de sintomas. Dois terços dos tumores mediastinais são benignos, mas aqueles do compartimento anterior apresentam maior probabilidade de apresentar malignidade. O pico de incidência da malignidade primária localizada no mediastino é entre a segunda e a quarta décadas de vida. Em 85% dos casos, pacientes sintomáticos (sintomas localizados ou generalizados) têm um processo maligno.

A maioria dos tumores viscerais médios e do compartimento posterior do mediastino pode ser abordada cirurgicamente através da incisão posterolateral padrão com o hemitórax penetrado no nível apropriado no lado de projeção máxima da lesão.

A ilustração demonstra a remoção de um neurofibroma, o tumor mediastinal mais comum, que, caracteristicamente, abraça o ângulo costovertebral posterior. A maioria desses tumores é prontamente descascada, e seu suprimento sanguíneo, facilmente identificado. A presença de um componente intraespinal (tumor em “haltere”) deve ser afastada no pré-operatório, por meio de imagens de ressonância magnética da coluna demonstrando o forame intervertebral. No caso de estar presente, é necessário haver um procedimento em conjunto com o neurocirurgião, a fim de controlar o componente intraespinal, evitando primeiro o potencial de compressão ou lesão da medula espinal anterior.