Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório
Reabilitação pulmonar
FIGURA 5-11
A reabilitação pulmonar é uma intervenção abrangente, multidisciplinar e baseada em evidências, indicada para pacientes com doenças respiratórias crônicas que são sintomáticos e, muitas vezes, apresentam diminuição das atividades cotidianas. Integrada ao tratamento individualizado do paciente, a reabilitação pulmonar é projetada para diminuir os sintomas, otimizar o estado funcional e reduzir os custos dos cuidados com a saúde, através de estabilização ou reversão das manifestações da doença.
A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é a quarta principal causa de morte nos Estados Unidos. Além da sobrevivência prejudicada, a DPOC causa dispneia, o que limita a função diária do paciente. A intolerância aos exercícios é limitada não só pela função pulmonar (incluindo as anormalidades respiratórias e das trocas gasosas), mas também pela disfunção musculoesquelética e cardíaca. Capacidade de exercício, falta de ar e condição de saúde (qualidade de vida relacionada com a saúde de doença específica) podem ser melhoradas com a reabilitação pulmonar. O mais importante componente da reabilitação pulmonar é o treinamento através de exercícios, incluindo programas de exercícios aeróbicos para as extremidades inferiores, como a caminhada ou a bicicleta estacionária. Programas de fortalecimento e de alongamento também são incorporados. Em geral, os programas supervisionados têm a duração de 6 a 8 semanas por pelo menos três vezes por semana, porém programas mais longos podem ser mais eficazes. O objetivo é que o paciente continue a se exercitar de forma independente ao longo da vida.
Outros componentes de reabilitação pulmonar incluem orientação ao paciente, aconselhamento psicossocial e aconselhamento nutricional. O objetivo da orientação é ajudar o paciente a incorporar comportamentos para melhorar a saúde, como a adesão aos medicamentos prescritos e aos exercícios. O uso de medicamentos inalatórios é exclusivo para pacientes com doença pulmonar, e a orientação deve incluir ensinar aos pacientes as habilidades de autoadministrar esses medicamentos. É aconselhável ministrar aulas de anatomia e fisiologia das doenças pulmonares, bem como de medicamentos para as vias respiratórias e oxigenoterapia, com foco na melhora da compreensão do paciente a respeito de sua condição e de seu tratamento. Outros temas abordados incluem considerações sobre cuidados no fim da vida, quando apropriados, e orientação sexual para auxiliar os pacientes a levar uma vida plena.
Períodos de aumento dos sintomas respiratórios (exacerbações da DPOC) estão associados a comprometimento da qualidade de vida, piora da função pulmonar, retornos médicos, cuidados urgentes de saúde e internações. Deve-se instruir os pacientes acerca das exacerbações na DPOC associadas ao reconhecimento oportuno das alterações dos sintomas, sobre como contatar os profissionais de saúde e também no que diz respeito ao uso adequado de planos de ação para o tratamento. Programas colaborativos de autotratamento demonstraram reduzir o índice de internações.