Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório
Ramos bronquiais
O ligamento arterial, remanescente do ducto arterial, segue da porção inicial da artéria pulmonar esquerda até a face inferior do arco da aorta. Durante a vida fetal, o ducto arterial desvia sangue da artéria pulmonar para a aorta, de modo que o sangue fetal não passa pela circulação pulmonar.
Os nervos vagos dividem-se em vários feixes abaixo da raiz do pulmão e formam o plexo esofágico sobre a face do esôfago. Esse plexo recebe contribuições dos troncos simpáticos e dos nervos esplâncnicos. Na extremidade inferior do plexo, formam-se dois troncos que passam através do hiato esofágico do diafragma. O tronco anterior deriva principalmente do vago esquerdo, enquanto o tronco posterior deriva principalmente do vago direito.
Outras estruturas dignas de nota são (1) as veias pulmonares, que aparecem seccionadas nas raízes dos pulmões direito e esquerdo; (2) a pleura parietal, seccionada para expor os pulmões, que são cobertos pela pleura visceral; (3) a borda seccionada do pericárdio; e (4) a veia cava inferior, que passa através do diafragma.
Ramos bronquiais
FIGURA 1-17
Os pulmões recebem sangue de dois conjuntos de artérias. As artérias pulmonares seguem os brônquios e ramificam-se, formando uma rede de capilares que circundam os alvéolos e possibilitam a troca de oxigênio e dióxido de carbono. Os ramos bronquiais derivam da aorta e fornecem sangue oxigenado para os tecidos do pulmão que não estão próximos do ar inspirado, como as paredes musculares dos vasos pulmonares maiores e das vias aéreas (no nível dos bronquíolos respiratórios) e as pleuras viscerais.
A origem do ramo bronquial direito é bastante variável. Com frequência, surge da terceira artéria intercostal posterior direita (a primeira artéria intercostal aórtica direita) e desce até alcançar a face posterior do brônquio principal direito. Pode surgir de um tronco comum com o ramo bronquial inferior esquerdo; esse tronco tem origem na aorta descendente, em um nível ligeiramente inferior ao ponto onde o brônquio principal esquerdo cruza esse grande vaso. Ou pode surgir da face inferior do arco da aorta e passar por trás da traqueia até alcançar a parede posterior do brônquio principal direito.
Do lado esquerdo, normalmente há dois ramos arteriais: um superior e outro inferior. O ramo superior tende a surgir da superfície inferior do arco da aorta enquanto esse grande vaso se transforma na aorta descendente. O ramo inferior surge com frequência perto do começo da aorta descendente, em sua superfície posterior. Os ramos bronquiais esquerdos seguem para a face posterior do brônquio principal esquerdo e acompanham a ramificação da árvore bronquial do pulmão esquerdo.
A parte inferior da ilustração mostra algumas das variações mais comuns dos ramos bronquiais. O ramo bronquial direito e o ramo bronquial inferior esquerdo podem vir de um tronco comum que surge da aorta descendente. Pode haver apenas um único ramo bronquial à esquerda e pode haver ramos bronquiais supranumerários que seguem para um dos brônquios ou para os dois.
Parece que a maioria dos indivíduos que estudaram o suprimento sanguíneo dos pulmões concorda com a existência de anastomoses pré-capilares entre os ramos arteriais bronquiais e as artérias pulmonares, e que essas anastomoses podem aumentar quando um desses dois sistemas é obstruído (um evento que afeta com mais frequência as artérias pulmonares). Ainda não se sabe se essas anastomoses são capazes de manter a oxigenação total de uma área afetada do pulmão, porém isso é bem possível, dada a taxa surpreendentemente baixa de infarto entre os indivíduos aparentemente normais que sofreram embolia pulmonar.