Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório

Introdução torácica tubos de drenagem

Cilindros de oxigênio gasoso estão disponíveis em uma ampla variedade de tamanhos. Os cilindros menores são convenientes e leves o suficiente para que os pacientes carreguem sobre os ombros. Os cilindros maiores contêm mais oxigênio e proporcionam maior duração, mas são mais pesados e, portanto, mais difíceis para o paciente carregar. Tradicionalmente, os cilindros gasosos precisam ser entregues aos pacientes por uma empresa de oxigênio domiciliar. No entanto, atualmente, alguns sistemas de oxigênio fornecem oxigênio via concentrador, enquanto também preenchem um tanque de oxigênio gasoso.

O oxigênio líquido pode ser fornecido em um grande tanque para uso durante o dia. Pequenos reservatórios de líquidos pesando aproximadamente 2,5kg ou menos podem ser preenchidos pelo paciente a partir de um reservatório maior. Uma das desvantagensdo oxigênio líquido é a necessidade de entrega em uma base regular.

Para reduzir a quantidade de oxigênio utilizado pelos pacientes, conservadores de oxigênio são comumente usados em casa. Esses dispositivos apresentam vantagem pelo fato de o oxigênio só ser necessário durante a inspiração, sendo desperdiçado durante a expiração. Além disso, apenas o oxigênio fornecido na inicial da inspiração atinge a troca gasosa alveolar.

O oxigênio é mais frequentemente fornecido às narinas por uma cânula de oxigênio. Para ser menos intrusiva, a cânula pode ser incorporada em armações de óculos. O oxigênio também pode ser fornecido transtraquealmente (ou seja, através de um cateter colocado através do pescoço, na traqueia). Vantagens do oxigênio transtraqueal incluem redução nas taxas de fluxo necessárias em comparação com uma cânula nasal, de eliminação de efeitos adversos nasais, bem como a capacidade de ocultar o cateter.

 

Introdução torácica tubos de drenagem

FIGURA 5-15

 

Tubos de drenagem pleural são inseridos para o esvaziamento do ar ou de líquidos do espaço pleural em doenças, como pneumotórax, hemotórax e empiema.

A colocação de um tubo ou cateter intercostal em pneumotórax pode ser facilmente realizada sob anestesia local, com ou sem bloqueio do nervo intercostal. A colocação de um reno torácico pode ser realizada à beira do leito, mas precauções estritamente assépticas devem ser observadas. O segundo ou terceiro espaços intercostais anteriores na linha hemiclavicular ou o quarto ou quinto espaços intercostais na linha média axilar são os locais preferidos para a colocação dos drenos torácicos. Para ajudar a selecionar o ponto de entrada ideal, radiografias de tórax devem ser revisadas, a menos que a situação clínica seja de extrema urgência.

Os drenos torácicos colocados anteriormente no segundo e no terceiro espaços intercostais devem ser colocados pelo menos dois dedos laterais à margem do esterno, a fim de evitar lesão dos vasos torácicos internos. Os tubos laterais não devem ser colocados muito baixo, pois, nesse caso, pode ocorrer uma penetração da cúpula diafragmática, onde ela se junta com a parede torácica. O ato de inserção do tubo não deve ser violento, mas feito com deliberado controle tátil, a fim de evitar lesão do diafragma ou uma dilatação do coração, quando colocado no lado esquerdo. O acesso pleural deve ser sempre na superfície superior da costela, a fim de evitar o feixe neurovascular.

Durante o processo de anestesia local, a aspiração com agulhas e a retirada imediata de ar ou um líquido devem preceder a inserção de qualquer tubo. O fracasso em encontrar um espaço pleural livre demanda a escolha de outro local para a inserção do tubo. Devido ao fato de a pleura parietal ser bastante sensível, é essencial proceder a uma adequada anestesia local. O uso de ultrassonografia para selecionar um local de inserção apropriado tem revolucionado o acesso pleural. O local para a inserção do tubo deve estar longe de um pulmão aderente. Tubos colocados para drenar líquidos devem estar direcionados posteriormente, mas devem estar direcionados anteriormente quando colocados para drenar o ar.

Tubos multifenestrados devem ser cuidadosamente verificados para se ter certeza de que todas as aberturas se encontram no interior do espaço pleural. Os tubos de toracostomia devem ser suturados à pele, mas essas suturas de fixação não devem ser utilizadas com a finalidade de fixar o tubo de forma segura no lugar; para esse fim, é preciso prender cuidadosamente com fita adesiva. Todas as conexões do tubo para o sistema de drenagem devem estar bem protegidas, e é preciso tomar cuidado para se assegurar contra a tração e a angulação do tubo.