Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório
Oxigenoterapia em insuficiência respiratória aguda
Muitos pacientes com DPOC demonstram sintomas de depressão, mesmo que não seja uma depressão clínica. Ansiedade parcialmente relacionada com o medo invocado por dispneia também é comum. A avaliação psicossocial, incluindo triagem para depressão e ansiedade, juntamente com aconselhamento sobre medicamentos, quando apropriado, é incorporada a um abrangente programa de reabilitação pulmonar.
Perda de peso pode ser observada em pacientes com DPOC mais grave, e o baixo peso corporal é um fator de risco para a mortalidade na DPOC. Nesses pacientes, um aconselhamento nutricional, incluindo a ingestão de alimentos para manter o peso corporal e o estado nutricional, é de óbvia importância. Pacientes com DPOC também podem apresentar ganho de peso causado por inatividade, e a redução do peso corporal pode melhorar a capacidade de exercício.
Embora mais comumente aplicada em pacientes com DPOC, os pacientes com outras doenças respiratórias, incluindo fibrose cística, asma, bronquiectasias e doença pulmonar intersticial, também podem ser candidatos à reabilitação pulmonar.
Oxigenoterapia em insuficiência respiratória
aguda
Composição gasosa do sangue arterial
FIGURA 5-12
Achados da gasometria no sangue arterial podem ser explicados pelo dióxido de carbono no diagrama de oxigênio mostrado no topo da ilustração. Como não há absorção ou excreção de nitrogênio durante a respiração, e a pressão parcial de vapor de água no ar alveolar é uma função da temperatura corporal, ocorre uma relação recíproca entre o P e o P CO2O2
alveolar, como indicado pela linha de composição do gás alveolar. Como a sobrevivência prolongada não é possível quando a Pa é inferior a O2 20mmHg, a variação da tensão de gases arteriais compatíveis com a vida é confinada ao triângulo amarelo. Os valores iniciais de GSA de pacientes que respiram ar com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caem para a área sombreada azul superior. Com a concentração de oxigênio mais alta, a linha de composição do gás alveolar é deslocada para a direita, e muito mais valores de Pa são possíveis. CO2
Felizmente, devido à forma da curva de dissociação da hemoglobina, é necessário apenas um pequeno aumento na tensão do oxigênio para produzir um aumento acentuado no conteúdo do oxigênio arterial. Na maioria dos pacientes, um aumento de apenas 4% a 7% na fração de oxigênio inspirado pode produzir um aumento de 15mmHg na tensão do oxigênio arterial. A administração de baixas concentrações de oxigênio (24% a 35%) e fluxo baixo (1 a 3L/min) pode ser conseguida através da
utilização de uma cânula nasal (Fig. 5-13). Cuidados devem ser dispensados para fornecer oxigênio suficiente, a fim de se atingir uma oxigenação adequada (SaO > 90%), sem causar muita retenção de CO , que pode 2 2 ocorrer durante as exacerbações agudas em pacientes com DPOC grave. Ao contrário da crença popular, a retenção de CO na DPOC é causada pelo 2 agravamento na incompatibilidade entre a ventilação e a perfusão na presença de excessivo oxigênio, com consequente aumento na ventilação do espaço morto, bem como aumento na descarga de C pela hemoglobina, O2 em vez de uma redução no drive respiratório.
Cuidados e monitoramento durante a
oxigenoterapia
Embora a medição de AGBs seja de primordial importância em pacientes que recebem oxigênio no caso de insuficiência respiratória aguda, uma diminuição do débito cardíaco, na concentração de hemoglobinas, ou no fluxo sanguíneo, uma alteração na curva de dissociação do oxigênio, ou um aumento na necessidade do tecido, tudo isso pode resultar na entrega inadequada de oxigênio para os tecidos, mesmo que a Pa seja normal. O2 Embora não existam formas específicas para se avaliar o nível de oxigenação dos tecidos, a hipóxia tecidual provavelmente está presente se o P do sangue venoso misto for inferior a 35mm Hg. O monitoramento e a O2