Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório

Nomenclatura para os brônquios periféricos

O tecido envolvido pelo crescimento do tumor pode ser firme e fibroso, ou macio e hipervascular. A mucosa pode aparecer inflamada ou pálida e amarela. Pode haver um estreitamento concêntrico do lúmen ou ocorrer uma massa irregular que às vezes é semelhante a um polipoide e oclui por completo o brônquio. O ingurgitamento dos vasos superficiais é comum e pode resultar em hemoptise. A maioria dos tumores endobrônquicos é carcinoma broncogênico, mas outras neoplasias como as de células renais, mama, tireoide, cólon e melanoma também podem metastizar para as vias respiratórias.

A obstrução das vias respiratórias de origem não maligna pode resultar de doença extrínseca, conforme já citado, ou de uma doença confinada na própria via aérea. Condições inflamatórias, incluindo amiloidose, granulomatose de Wegener e policondrite recidivante, podem causar obstrução endoluminal significativa. Causas infecciosas de obstrução das vias respiratórias de origem não maligna incluem tuberculose, doenças fúngicas, como aspergilose e papilomatose causada por vírus do papiloma humano. O tecido de granulação resultante dos tubos endotraqueais ou de traqueostomia e stents das vias respiratórias também aumenta a prevalência como uma forma de obstrução iatrogênica das vias respiratórias.

 

Nomenclatura para os brônquios periféricos

FIGURA 3-23

Em geral, dois sistemas de nomenclatura são usados para se identificar a anatomia segmentar dos pulmões: um deles, proposto por Boyden, utiliza ordenação numérica, enquanto o outro, sugerido por Jackson e Huber, nomeia os brônquios. É recomendável familiarizar-se com ambos os sistemas.

Há dez segmentos no pulmão direito e nove no esquerdo (Figs. 1-14 e 1-

15). As subdivisões da árvore brônquica correspondem aos segmentos anatômicos e são nomeadas de acordo com eles. Os brônquios terciários foram considerados por Jackson e Huber como ramos finais, mas o advento do broncoscópio flexível levou Ikeda a introduzir uma nomenclatura adicional para a quarta, a quinta e a sexta divisões, porque agora estas podem ser visualizadas. Um sistema numérico prático é adotado para os brônquios segmentares, que são numerados de 1 a 10 de cada lado e identificados pela letra maiúscula B para o brônquio. Esta pode ser prefixada por uma letra maiúscula R para direita e L para esquerda, de tal modo que RB3 identifica brônquio do segmento anterior no lobo superior direito. O segmento ápico-posterior do lobo superior esquerdo é LB1+2, enquanto o segmento da base anteromedial do mesmo lado torna-se LB8, pois cada um desses segmentos emparelhados é fornecido por um único brônquio terciário. Com raras exceções, não há uma designação LB7.