Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório
Topografia dos pulmões – vista posterior
O diafragma separa o fígado do pulmão direito e, dependendo do tamanho do fígado, do pulmão esquerdo também. O diafragma também separa o pulmão esquerdo do estômago e do baço.
Nos homens, os mamilos geralmente estão sobre o quarto espaço intercostal, aproximadamente na linha medioclavicular. Nas mulheres, sua posição varia, dependendo do tamanho e do estado funcional das mamas.
Topografia dos pulmões – vista posterior
FIGURA 1-12
Superiormente, o ápice do pulmão estende-se até a extremidade vertebral da primeira costela e, portanto, alcança a primeira vértebra torácica. Inferiormente, o pulmão estende-se até o diafragma; a base do pulmão apoia-se sobre diafragma, acomodando-se à sua face superior. Por causa da forma abobadada do diafragma, o ponto mais alto da base do pulmão direito está aproximadamente no nível da oitava até a nona vértebra torácica. O ponto mais alto da base do pulmão esquerdo é um pouco mais baixo que o do pulmão esquerdo. A partir desses pontos altos, as bases dos dois pulmões seguem as curvas do diafragma até alcançar os níveis anteriormente descritos para as margens inferiores dos pulmões.
O ponto mais alto da fissura oblíqua dos dois pulmões está em suas faces posteriores, aproximadamente no nível da terceira à quarta vértebra torácica, um pouco mais de 2,5cm da linha média.
Quando o braço é erguido sobre a cabeça, a margem vertebral da escápula aproxima-se da posição da fissura oblíqua do pulmão. Quando o ombro é trazido para a frente o máximo possível, a escápula move-se lateralmente, de tal modo que a área da face posterior do tórax na qual a ausculta pode ser realizada de maneira satisfatória é significativamente ampliada.
A pleura parietal está separada da pleura visceral por um espaço virtual (a cavidade pleural), que, em circunstâncias normais, contém apenas uma quantidade mínima de líquido seroso. Caudal à margem inferior do pulmão, a pleura parietal costal está em contato com a pleura parietal diafragmática, formando o recesso costodiafragmático (sulco costofrênico). Esse recesso permite que a margem inferior do pulmão se movimente para baixo na inspiração.
Em circunstâncias anormais, a cavidade pleural pode conter ar, quantidades aumentadas de líquido seroso, sangue ou pus. O acúmulo de uma quantidade significativa de qualquer um desses elementos na cavidade pleural comprime o pulmão e causa dificuldade respiratória.
O diafragma separa a base do pulmão esquerdo do fundo do estômago e do baço. Por causa dessa relação, quando o estômago é distendido por alimento ou gás, o diafragma pode ser empurrado para cima e perturbar a atividade respiratória.
Da mesma forma, o diafragma separa a base do pulmão direito do fígado, que, quando aumenta de tamanho, eleva o diafragma, empurrando-o contra o pulmão; essa elevação do diafragma pode limitar a expansão do pulmão. O material resultante da ruptura de um abcesso hepático pode atravessar o diafragma e alcançar a cavidade pleural e o pulmão.