Coleção Netter de Ilustrações Médicas – Volume 3: Sistema Respiratório

Medicina do sono

Os critérios para o diagnóstico da síndrome foram documentados no National Institutes of Health Workshop. O diagnóstico envolve evidências de uma ampla lesão alveolar com (1) infiltrados multilobares na radiografia do tórax ou TC; (2) sinais e sintomas de pneumonia; (3) indícios de fisiologia anormal e (4) ausência de infecção ativa do trato respiratório inferior de amostragem invasiva por bactérias, fungos, vírus (citomegalovírus [CMV], vírus sincicial respiratório, vírus influenza, vírus parainfluenza e adenovírus), além de Pneumocystis jiroveci.

Um achado histológico comum é o da pneumonite intersticial ou do dano alveolar difuso. A causa pode ser imunológica, pois está fortemente associada a DECH aguda. No entanto, lesões decorrentes de radiação e de condições relacionadas com drogas e infecção oculta com CMV ou metapneumovírus também são possíveis.

 

Medicina do sono

FIGURA 4-165

Embora passemos praticamente um terço de nossa vida dormindo, pouquíssimo tempo é gasto na formação de profissionais de saúde sobre o sono. Transtornos primários do sono, como apneia do sono, podem agravar significativamente a qualidade de vida e aumentar o índice de mortalidade. Outros distúrbios médicos que podem piorar durante o sono, como oença pulmonar obstrutiva crônica, asma, angina ou arritmias cardíacas, levam a consequências adversas. Muitas vezes, as demandas do trabalho e da família obrigam as pessoas a dormirem menos ou dormirem em horários do dia em que o corpo precisa estar acordado.

Existem 79 descrições para os distúrbios primários do sono, incluindo: (1) distúrbios respiratórios relacionados com o sono (p. ex., apneia obstrutiva do sono), (2) distúrbios de insônia, (3) parassonias (p. ex., sonambulismo ou REM [rápido movimento dos olhos], distúrbio comportamental com o sono), (4) distúrbio do ritmo circadiano (p. ex., fase atrasada do sono), (5) distúrbio do movimento relacionado com o sono (p. ex., síndrome das pernas inquietas ou distúrbio de movimento periódico dos membros) e (6) distúrbio de hipersonia (p. ex., narcolepsia). Alguns desses distúrbios podem ser diagnosticados por meio de um histórico relacionado com o sono, incluindo registros de sono diários e exame físico. No entanto, muitos pacientes com queixa de sono muitas vezes necessitam de testes formais, na forma de polissonografia (PSG) ou de um estudo do sono.

A PSG é o monitoramento dos sinais fisiológicos de vários órgãos e de transdução desses sinais para um dispositivo de gravação. PSGs podem gravar vinte ou mais sinais fisiológicos. Eletrodos eletroencefalográficos são partes necessárias de uma PSG e são colocados no couro cabeludo com base no sistema Internacional 10/20. Os eletrodos do eletro-oculográfico (EOG) são colocados ligeiramente acima e abaixo do canto externo de cada olho, referenciados por um eletrodo inerte colocado atrás da orelha. Eletrodos do eletromiograma (EMG) de mento (genioglosso) são colocados na frente do mento ou sobre o músculo masseter, e estão referenciados entre si. Os eletrodos do eletromiograma de pernas são colocados sobre o músculo tibial anterior. Um eletrodo II modificado de um eletrocardiograma é usado para monitorar os batimentos cardíacos.

Para monitorar o fluxo de ar, a maioria dos laboratórios do sono usa um ou ambos os termistores nasais e uma cânula nasal com transdutor de pressão (NCPT). O termistor funciona através de alterações sensoriais na temperatura durante a ventilação. A NCPT mede a variação de pressão na entrada nasal utilizando um transdutor sensível à pressão que é mais sensível do que os sensores baseados em temperatura. Atualmente, a maioria dos laboratórios do sono usa os dois sensores.