Coleção Netter de Ilustrações Médicas, Volume 7: Sistema Nervoso, Cérebro Parte I
Sinalização Olfatória ao Hipotálamo
FIGURA 5-8
Sinalização Olfatória ao Hipotálamo Existem cerca de 1.000 genes receptores olfatórios, cada um reconhecendo
uma classe diferente de estímulos químicos olfatórios. Cada receptor celular
olfatório expressa um único tipo de receptor olfatório, e cada gene é
expresso em várias centenas de células, espalhando-se pela mucosa olfativa.
Os axônios dos receptores celulares olfatórios entram por aberturas na placa
cribiforme, que forma a base do crânio sobre a mucosa olfativa. e axônios
de células individuais, que expressam um único gene receptor, convergem
no bulbo olfatório em um ou mais glomérulos olfativos individuais.
Os glomérulos estão na superfície do bulbo olfatório e são regiões
esféricas, cada um com cerca de um terço de milímetro de diâmetro. O
exterior dos glomérulos está alinhado com pequenas células
periglomerulares, que são interneurônios. Profundamente na camada
glomerular estão as células mitral e tufosas, que enviam seus dendritos
apicais para dentro do glomérulo, onde recebem informações sensitivas
olfativas. Essas células granulosas excitadas, que por sua vez inibem outras
células mitral e tufosas, assim como recebem axônios centrífugos, que as
permitem modular a percepção do estímulo sensitivo. Somente as células
mitral e tufosas enviam seus axônios para o encéfalo via trato olfatório. Em
seres humanos, esse é o longo feixe de substância branca que atravessa o
comprimento do lobo frontal, e às vezes chamado erroneamente de “nervo
olfatório”.
O trato olfatório fornece informações sobre cheiros para uma grande
variedade de alvos no encéfalo. Ele bifurca conforme se aproxima do lobo
temporal em um ramo que corre medialmente ao prosencéfalo basal, e o
outro que corre lateralmente para abastecer a sinalização olfatória nas
estruturas corticais. O ramo do prosencéfalo basal promove a sinalização ao
núcleo olfatório anterior, que envia axônios através da comissura anterior ao
hemisfério oposto, e o tubérculo olfatório, que é parte do corpo estriado que
recebe sinais olfatórios. O ramo olfatório lateral promove sinalização ao
córtex olfativo primário, que parece necessário para o processamento
consciente da apreciação de odores, assim como o córtex entorrinal, que é
um ponto de convergência de informação de vários sistemas sensitivos e a
principal transmissão para o hipocampo. Existe também a sinalização para a
amígdala, que pode ser importante para transmissão de sinais olfativos
relacionados com a aquisição de alimentos e comportamento sexual ao
hipotálamo.
Em muitos mamíferos, existe um sistema acessório olfativo. Uma
pequena ponta na mucosa nasal, chamada de órgão vomeronasal, possui
neurônios olfatórios que são importantes para detecção de feromônios. As
sinapses dos neurônios olfatórios estão em uma região especializada,
chamada de bulbo olfatório acessório, e transmitem informação em relação
ao comportamento social para a amígdala e hipotálamo. Tal sistema nunca
foi claramente identificado em seres humanos, e sua existência permanece
controversa.