Coleção Netter de Ilustrações Médicas, Volume 7: Sistema Nervoso, Cérebro Parte I

Infecções Parameníngeas

FIGURA 11-4

 

Infecções Parameníngeas Empiema subdural

Um empiema subdural é uma coleção de pus no espaço entre a dura e a

aracnoide. Sinusite paranasal é a condição predisponente mais comum

associada ao empiema subdural, mas otite média, mastoidite, e um

procedimento neurocirúrgico também podem ser complicados por um

empiema subdural. Um empiema subdural proveniente de uma complicação

de sinusite, otite média ou mastoidite se deve normalmente a estreptococos

aeróbicos, microaerófilos ou anaeróbicos. Empiemas subdurais

provenientes de uma complicação de procedimento neurocirúrgico se

devem frequentemente a estafilococos. Os sinais e sintomas iniciais de um

empiema subdural se devem ao aumento da pressão intracraniana a partir de

uma lesão infecciosa em expansão. Cefaleia e febre são os sintomas iniciais,

seguidos por déficits neurológicos focais, convulsões e uma redução no

nível de consciência. Um empiema subdural é uma infecção ameaçadora à

vida, pois os pacientes podem apresentar uma rápida progressão dos déficits

neurológicos e nível alterado de consciência. Um empiema subdural é

prontamente visualizado por exames de imagem por tomografia

computadorizada (TC) ou ressonância magnética (RM) com administração

de contraste. O passo definitivo no manejo do empiema subdural é a

drenagem cirúrgica e terapia antimicrobiana. Terapia empírica com uma

combinação de cefalosporina de terceira ou quarta geração acrescido de

vancomicina e metronidazol é iniciada e então modificada quando os

resultados da coloração de Gram, culturas bacterianas e teste de

sensibilidade forem conhecidos.

 

Abscesso epidural espinal

Um abscesso epidural espinal se desenvolve no espaço fora da dura-máter,

mas no interior do canal espinal, como resultado de disseminação

hematogênica da infecção a partir de um local remoto de infecção ou por

extensão direta a partir de uma infecção contígua, como osteomielite

vertebral, úlceras de decúbito, ou ferimentos abdominais infectados.

Déficits neurológicos são resultado de compressão mecânica direta da

medula espinal e/ou trombose inflamatória dos vasos intraespinais com

subsequente isquemia e infarto. O sintoma inicial é dor nas costas. Febre pode estar presente. A dor nas costas é seguida de dor radicular, fraqueza, e

então paralisia da musculatura apendicular, perda de sensação abaixo do

nível da lesão, e perda do controle intestinal e vesical. O exame por RM é o

procedimento de escolha para demonstrar um abscesso epidural espinal e,

quando presente, uma área contígua de infecção. Se existe evidência de

compressão da medula espinal a partir do abscesso epidural, é realizada

uma descompressão de emergência com retirada do pus e tecido de

granulação. Isso também permite a identificação do organismo causador e

guia a terapia antimicrobiana. A terapia antimicrobiana empírica é dirigida

aos organismos causadores mais comuns, os quais são estafilococos

(Staphilococcus aureus e estafilococos coagulase negativos) e bacilos

Gram-negativos.

FIGURA 11-5