Coleção Netter de Ilustrações Médicas, Volume 7: Sistema Nervoso, Cérebro Parte I
Ventrículos encefálicos definitivos
FIGURA 1-14
Ventrículos encefálicos definitivos Algumas características anatômicas do encéfalo definitivo refletem o
desenvolvimento mais diretamente do que os ventrículos encefálicos. Esse
sistema contínuo de câmaras cheias de fluido é o mesmo espaço que foi
definido pelo fechamento do tubo neural. A morfogênese subsequente
modifica esse espaço; no entanto, sua relação com o lúmen original do tubo
neural é clara. O LCR, que é produzido pelo plexo coroide encontrado no
terceiro e quarto ventrículos, assim como no ventrículo lateral, por todo
esse espaço no cérebro do adulto (e também no embrionário). O espaço
ventricular também possui uma série de continuidades com o espaço
subaracnóideo para que o LCR também banhe a superfície externa e a
profunda (ou ventricular) do cérebro.
No cérebro definitivo, dois hemisférios circundam os ventrículos
laterais. Esses dois ventrículos, as maiores câmaras ventriculares, têm três
extensões para o interior de distintas regiões dos hemisférios cerebrais. Os
cornos anteriores se estendem para dentro dos lobos frontais, os cornos
inferiores se estendem para dentro do lobo temporal (inclusive adjacente ao
hipocampo) e os cornos posteriores para dentro dos lobos occipitais. O
átrio é a junção dos cornos anterior, posterior e temporal. A relação entre os
cornos anteriores dos ventrículos laterais, o corpo caloso posteriormente, o
núcleo caudado anterolateralmente e o terceiro ventrículo e o tálamo
anteromedialmente, é mostrada no painel inferior. Os ventrículos laterais
permanecem contínuos com o terceiro ventrículo via forame
interventricular (de Monro) (a seta branca da esquerda, no painel inferior,
mostra a continuidade entre o ventrículo lateral e o terceiro ventrículo
proporcionada pelos forames interventriculares. O terceiro ventrículo
estende o comprimento do diencéfalo de anterior para posterior. Sua
proximidade com o quiasma e a hipófise anteriormente resulta em
“indentações” locais conhecida como recessos óptico e infundibular.
Similarmente, a relação entre o terceiro ventrículo e a glândula pineal
define os recessos pineal e suprapineal no aspecto posterior do terceiro
ventrículo.
O terceiro ventrículo é contínuo com o aqueduto do mesencéfalo, que
segue através do mesencéfalo definitivo. O aqueduto do mesencéfalo
conecta-se ao quarto ventrículo, que está adjacente ao cerebelo e ponte, e se
estende para dentro do bulbo superior. O quarto ventrículo possui uma
significativa extensão bilateral, o recesso lateral que se abre dentro do pedúnculo cerebelar inferior. O quarto ventrículo também possui várias
continuidades especializadas com o espaço subaracnóideo para facilitar a
circulação e a drenagem do líquido cefalorraquidiano, que mantém a
integridade das células da zona ventricular e também contribui para a
estabilidade do meio iônico cerebral no tecido. Portanto, as duas aberturas
laterais (também conhecidas como forames de Luschka) são contínuas com
o espaço subaracnóideo no aspecto lateral da junção pontocerebelar
(próximo ao pedúnculo cerebelar inferior), enquanto a abertura mediana,
localizada na linha média onde os dois recessos laterais se originam, é
contínua com a cisterna cerebelobulbar (também referida como cisterna
magna). De fato, há um sistema de cisternas distribuído por todo o espaço
subaracnóideo que fornece reserva de LCR.