Coleção Netter de Ilustrações Médicas, Volume 7: Sistema Nervoso, Cérebro Parte I
Resposta ao Estresse
FIGURA 5-19
Resposta ao Estresse
O estresse foi definido pelo ganhador do Nobel, Hans Selye, como qualquer
elevação dos níveis sanguíneos de corticosteroides. Ele estava ciente que o
estímulo para o cortisol elevado poderia incluir uma ampla variedade de
estressores comportamentais e fisiológicos. Entretanto, como demonstrado
na Figura 5-19, o estresse envolve muito mais que somente secreção
corticosteroide, incluindo outros componentes endócrinos, assim como
autonômicos e comportamentais.
O estresse comportamental pode vir de diferentes fontes, porém as áreas
que mais frequentemente apresentam atividade elevada sob condições
estressantes, incluem o córtex pré-frontal medial (particularmente o giro do
cíngulo) e porções da amígdala (particularmente o núcleo central). Essas
regiões também possuem sinalizações diretas ao hipotálamo. O núcleo
paraventricular do hipotálamo é particularmente importante na produção da resposta ao estresse. Ele contém populações separadas de neurônios que
regulam as respostas das hipófises anterior e posterior, assim como
sinalizações autonômicas. A maioria dos neurônios de hormônios
liberadores de corticotropina (CRH) que regulam a secreção do hormônio
adrenocorticotrópico (ACTH), é encontrada na porção média do núcleo
paraventricular. Esses neurônios são ativados por praticamente todos os
estímulos estressantes, e eles secretam CRH e assim dirigem a secreção
sistêmica de cortisol. A porção lateral do núcleo paraventricular possui
neurônios que liberam vasopressina através da glândula hipofisária
posterior. Essa resposta permite a conservação de fluidos no caso de
hemorragia (p. ex., associados a lutas). As porções anterior e dorsal do
núcleo paraventricular contêm células nervosas que inervam os neurônios
pré-ganglionares simpáticos e parassimpáticos no bulbo e medula espinal.
Esses sinais reduzem a perda de fluidos através da salivação (boca seca),
preparando o sistema cardiovascular para luta ou fuga (elevada frequência
cardíaca e pressão sanguínea), e fluxo sanguíneo direto aos leitos vasculares
dos músculos preparando para ação.
Entretanto, é provável que respostas comportamentais ao estresse sejam
mais familiares e angustiantes para a maioria dos indivíduos. Os sintomas
mais proeminentes de estresse é a superexcitação, na qual o indivíduo reage
exacerbadamente a um estímulo diário. Isso pode incluir uma tendência a se
tornar agressivo ou com raiva facilmente. À noite, indivíduos sob estresse
geralmente têm dificuldade em dormir. Estudos de tomografia por emissão
de pósitrons (TEP) em pacientes com insônia demonstram ativação das
mesmas regiões cerebrais (córtex pré-frontal medial, amígdala, hipotálamo)
que estão ativadas em animais sob estresse experimental.