Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 100 de 302

Páginas do PDF

Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

5.7 Projeções de Fischer

PRATICANDO

o que você aprendeu

 

5.26 Represente todos os possíveis estereoisômeros para cada uma das substâncias vistas a

seguir. Cada possível estereoisômero deverá ser representado apenas uma vez:

 

APLICANDO

o que você aprendeu

 

5.27 Existem apenas dois possíveis estereoisômeros do 1,4-dimetilciclo-hexano. Represente-

os e explique por que apenas dois estereoisômeros são observados.

 

5.28 Quantos estereoisômeros você espera que existam para a substância vista a seguir?

Represente todos os estereoisômeros.

 

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 5.37, 5.46, 5.47, 5.51,

5.53a,b,d,f-h

 

5.7 Projeções de Fischer Existe outro tipo de representação que é frequentemente usado quando

lidamos com substâncias que possuem múltiplos centros de quiralidade.

Essas representações, chamadas de projeções de Fischer, foram

desenvolvidas pelo químico alemão Emil Fischer em 1891. Fischer estava

investigando açúcares, que apresentam múltiplos centros de quiralidade. De

modo a possibilitar uma rápida representação dessas substâncias, ele

desenvolveu um método mais rápido para representar centros de

quiralidade:

 

Para cada centro de quiralidade em uma projeção de Fischer, as linhas

horizontais são consideradas como vindo para fora da página, enquanto as

linhas verticais são consideradas como indo para trás da página:

 

As projeções de Fischer são utilizadas principalmente para a análise de

açúcares (Capítulo 24, do Volume 2). Além disso, as projeções de Fischer

são especialmente úteis para a comparação rápida da relação entre

estereoisômeros:

O primeiro par de substâncias são enantiômeros porque todos os centros de

quiralidade têm configuração oposta. O segundo par de substâncias são

diastereoisômeros. Lembre-se de que duas substâncias serão enantiômeros

apenas se os seus centros de quiralidade possuírem configurações opostas.

Estudantes geralmente têm problemas em atribuir configurações para

centros de quiralidade em uma projeção de Fischer, de modo que vamos

praticar este assunto.

 

DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM

 

5.9 ATRIBUIÇÃO DA CONFIGURAÇÃO A PARTIR DE UMA PROJEÇÃO DE FISCHER

APRENDIZAGEM

Atribua a con guração do seguinte centro de quiralidade:

 

SOLUÇÃO

 

Lembre-se do que uma projeção de Fischer representa. Todas as linhas horizontais são cunhas

cheias e as verticais são cunhas tracejadas:

Até agora, centros de quiralidade não foram mostrados dessa forma. Estamos mais acostumados

a atribuir a con guração quando o centro de quiralidade é representado apenas com uma cunha

cheia e uma cunha tracejada:

 

O centro de quiralidade de uma projeção de Fischer pode ser facilmente convertido neste tipo de

representação mais familiar. Escolha apenas uma linha horizontal da projeção de Fischer e

represente-a como uma cunha cheia; a seguir, escolha uma linha vertical e represente-a como

uma cunha tracejada. A resposta será a mesma, independente de quais as duas linhas

escolhidas:

 

ETAPA 1

Representa-se uma linha horizontal como uma cunha cheia e representa-se uma linha vertical

como uma cunha tracejada.

 

ETAPA 2

Atribuição da con guração utilizando as etapas na seção Desenvolvendo a Aprendizagem 5.4.

 

A con guração desse centro de quiralidade será R em todas as representações. Para ver por que

isso funciona, construa um modelo molecular e gire-o para se convencer.

Quando a projeção de Fischer possuir múltiplos centros de quiralidade, este processo é

simplesmente repetido para cada centro de quiralidade.

 

PRATICANDO