Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 221 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

11.8 Química Atmosférica e a Camada de Ozônio

todos os cinco produtos de monobromação e identi que o produto que é obtido como uma

mistura racêmica.

 

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 11.26,11.28, 11.33d,e,

11.36,11.39

 

11.8 Química Atmosférica e a Camada de

Ozônio

 

O ozônio (O ) é constantemente produzido e destruído na estratosfera e a 3

sua presença tem um papel fundamental no bloqueio da radiação UV

emitida pelo sol, que é prejudicial aos seres vivos. Acredita-se que a vida

não poderia ter-se desenvolvido na terra sem essa camada de ozônio

protetora, e ao contrário, a vida estaria restrita às profundezas do oceano.

Acredita-se que a capacidade do ozônio em nos proteger da radiação nociva

seja resultado do seguinte mecanismo:

 

Na primeira etapa, o ozônio absorve luz UV e se divide em duas espécies.

Na segunda etapa essas duas espécies se recombinam liberando energia.

Não há uma transformação química líquida, mas há uma importante

consequência desse processo: a luz UV nociva é convertida em outra forma

de energia (Figura 11.16). Este processo exemplifica o papel da entropia na

natureza. Luz e calor são formas de energia, mas o calor é uma forma de

energia mais desordenada. A força motriz para a conversão da luz UV em

calor é o aumento na entropia. O ozônio é simplesmente o veículo através

do qual energia ordenada (luz) é convertida em energia desordenada (calor).

FIGURA 11.16

 

Uma ilustração da capacidade do ozônio estratosférico em converter luz em calor.

 

Medidas realizadas nas últimas décadas indicaram uma rápida

diminuição do ozônio atmosférico. Essa diminuição tem sido mais drástica

sobre a Antártida, onde a camada de ozônio está praticamente ausente

(Figura 11.17). O ozônio estratosférico sobre o restante do planeta tem

diminuído com uma velocidade de 6% ao ano. A cada ano, somos expostos

a maiores níveis de radiação UV nociva que estão relacionados com câncer

de pele, e outros problemas de saúde. Enquanto muitos fatores contribuem

para a diminuição do ozônio, acredita-se que substâncias chamadas

clorofluorcarbonos (CFCs) sejam as maiores culpadas. Os CFCs são

substâncias contendo apenas carbono, cloro e flúor. No passado eles eram

amplamente utilizados em várias aplicações comerciais, incluindo-se

fluidos de refrigeração, propelentes, na produção de espumas isolantes,

materiais utilizados como extintores de fogo, e inúmeras outras aplicações.

Eles eram vendidos sob o nome de “Freons”.

FIGURA 11.17

 

Uma ilustração do buraco na camada de ozônio sobre a Antártida.

 

Os efeitos nocivos dos CFCs na camada de ozônio foram elucidados no

final da década de 1960 e início da década de 1970 por Mario Molina,

Frank Rowland e Paul Crutzen, que compartilharam o prêmio Nobel em

Química de 1995 pelo seu trabalho. Os CFCs são substâncias estáveis que

não sofrem nenhuma transformação química até atingirem a estratosfera.

Na estratosfera, eles interagem com a radiação UV de alta energia, sofrendo

uma clivagem homolítica, formando radicais cloro. Acredita-se que esses

radicais destruam o ozônio de acordo com seguinte mecanismo: