Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)
10.8 Halogenação dos Alquinos
é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver o Problema 10.57b
10.8 Halogenação dos Alquinos
No capítulo anterior, vimos que os alquenos reagem com Br ou Cl 22
produzindo um dialeto. Da mesma maneira, também se observa que os
alquinos sofrem halogenação. A diferença principal é que os alquinos têm
duas ligações π em vez de uma e podem, portanto, sofrer a adição de dois
equivalentes do halogênio para formar um tetra-haleto:
Em alguns casos, é possível adicionar apenas um equivalente de halogênio
produzindo o dialeto. Essa reação geralmente progride através de uma
adição anti (assim como vimos com os alquenos), produzindo o isômero E
como produto principal:
O mecanismo de halogenação dos alquinos não é inteiramente
compreendido.
10.9 Ozonólise dos Alquinos
Quando tratado com ozônio seguido por água, os alquinos sofrem clivagem
oxidativa produzindo ácidos carboxílicos:
Quando um alquino terminal sofre clivagem oxidativa, o lado terminal é
convertido em dióxido de carbono:
Décadas atrás, os químicos usaram a clivagem oxidativa para ajudar nas
determinações estruturais. Um alquino desconhecido podia ser tratado com
ozônio, seguido por água, e os ácidos carboxílicos resultantes eram
identificados. Esta técnica permitia que os químicos identificassem a
localização de uma ligação tripla em um alquino desconhecido. Entretanto,
o advento de métodos espectroscópicos (Capítulos 15 e 16, do Volume 2)
tornou este processo obsoleto como uma ferramenta para a determinação
estrutural.
VERIFICAÇÃO CONCEITUAL
10.25 Represente os produtos principais que são esperados quando cada um dos seguintes
alquinos é tratado com O3 seguido por H2O:
10.26 Um alquino com a fórmula molecular C 6H10 foi tratado com ozônio seguido por água
produzindo somente um único tipo de ácido carboxílico. Represente a estrutura do alquino de partida e o produto da ozonólise.