Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)
Revisão de Conceitos e Vocabulário
SEÇÃO 8.1
• Alquenos são substâncias que possuem uma ligação dupla C=C e podem ser
preparados por meio de eliminação beta ou eliminação 1,2.
• Quando o grupo de saída é especificamente um haleto, a reação é também chamada de
desidroalogenação.
SEÇÃO 8.2
• Alquenos são abundantes na natureza. • Etileno e propileno, ambos formados a partir de craqueamento do petróleo, são
utilizados como materiais de partida para uma ampla variedade de substâncias.
SEÇÃO 8.3
• Alquenos são denominados do mesmo modo que os alcanos, com as seguintes regras
adicionais:
• O sufixo “ano” é substituído por “eno”. • A cadeia principal é a cadeia mais longa que inclui a ligação π. • A ligação π deve receber o menor número possível. • A posição da ligação dupla, é indicada com um único localizador colocado antes da
cadeia principal ou antes do sufixo “eno”.
• O grau de substituição refere-se ao número de grupos alquila ligados à ligação dupla.
SEÇÃO 8.4
• As ligações duplas não apresentam rotação livre a temperatura ambiente, dando origem
a estereoisomerismo.
• Um anel de oito membros é o menor tamanho de anel que pode acomodar uma ligação
dupla trans. Esta regra também se aplica às substâncias bicíclicas em ponte e é chamada de regra de Bredt.
• Os descritores de estereoisomerismo cis e trans só podem ser usados para indicar a
disposição relativa de grupos semelhantes.
• Quando um alqueno possui grupos diferentes (não semelhantes), os descritores de
estereoisomerismo E e Z têm de ser usados. Z indica grupos prioritários no mesmo
lado, enquanto E indica grupos prioritários em lados opostos.
SEÇÃO 8.5
• Um alqueno trans geralmente é mais estável do que o seu estereoisomérico alqueno
cis.
• A estabilidade de um alqueno se eleva com o aumento do grau de substituição.
SEÇÃO 8.6
• Em um processo concertado, uma base abstrai um próton e o grupo de saída
simultaneamente sai.
• Em um processo em múltiplas etapas, primeiro o grupo de saída sai e em seguida a
base abstrai um próton.
SEÇÃO 8.7
• As evidências para o mecanismo E2 concertado incluem a observação de uma equação
de velocidade de segunda ordem.
• Haletos terciários reagem mais facilmente de acordo com E2. • A regioquímica é um problema em reações E2, que são regiosseletivas, porque o
alqueno mais substituído, denominado produto de Zaitsev, é geralmente o produto principal.
• Quando tanto o substrato quanto a base são estericamente impedidos, o alqueno
menos substituído, chamado de produto de Hofmann, é o produto principal.
• Reações E2 são estereoespecíficas, porque elas ocorrem, geralmente, através da
conformação anticoplanar, em vez da conformação sin-coplanar. Pequenos desvios de coplanaridade podem ser tolerados, e isto é suficiente para que o próton e o grupo de saída sejam antiperiplanar.
• Ciclo-hexanos substituídos sofrem somente reações E2 a partir da conformação em
cadeira, na qual o grupo de saída e o próton ocupam posições axiais.
• Reações E2 também são estereosseletivas, favorecendo mais aos alquenos
dissubstituídos trans do que alquenos dissubstituídos cis.
SEÇÃO 8.8
• A regioquímica e a estereoquímica têm que ser consideradas quando se preveem os
produtos de uma reação E2.
SEÇÃO 8.9
• As evidências para o mecanismo E1 em múltiplas etapas incluem a observação de uma
equação de velocidade de primeira ordem.
• Haletos terciários reagem mais facilmente através de um processo E1, enquanto haletos
primários não são reativos em um processo E1.