Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 203 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

10.6 Hidroalogenação dos Alquinos

FIGURA 10.6

Um resumo dos vários reagentes que podem ser usados para reduzir um alquino.

 

VERIFICAÇÃO CONCEITUAL

 

10.11 Identi que os reagentes que você usaria para realizar cada uma das seguintes

transformações:

 

10.12 Um alquino com fórmula molecular C5H8 foi tratado com sódio em amônia líquida

produzindo um alqueno dissubstituído com a fórmula molecular C5H10. Represente a estrutura do

alqueno.

 

10.6 Hidroalogenação dos Alquinos Observações Experimentais

No capítulo anterior, vimos que alquenos irão reagir com HX através de

uma adição de Markovnikov, assim, ocorre a inserção de um halogênio na

posição mais substituída:

 

Uma adição Markovnikov similar é observada quando alquinos são tratados

com HX:

 

Mais uma vez, o halogênio é inserido na posição mais substituída.

Quando o alquino de partida é tratado com excesso de HX, duas reações

sucessivas de adição ocorrem, produzindo um dialeto geminal:

 

Um Mecanismo para Hidroalogenação

Na Seção 9.3, foi proposto o seguinte mecanismo de duas etapas para a

adição de HX a alquenos: (1) a protonação do alqueno, de modo a formar

como intermediário o carbocátion mais estável, seguido pelo (2) ataque

nucleofílico:

Um mecanismo semelhante pode ser proposto para a adição de HX a uma

ligação tripla: (1) protonação para formar um carbocátion seguido de (2) um

ataque nucleofílico:

 

Este mecanismo proposto considera como intermediário um carbocátion

vinílico (vinil = um átomo de carbono possuindo uma ligação dupla) e pode

com sucesso explicar a regiosseletividade observada. Especificamente,

espera-se que a reação ocorra através do carbocátion secundário vinílico

mais estável, em vez de através do carbocátion primário vinílico menos

estável:

 

Infelizmente, esse mecanismo proposto não está de acordo com todas as

observações experimentais. Mais notavelmente, os estudos em fase gasosa indicam que carbocátions vinílicos não são particularmente estáveis.

Acredita-se que carbocátions secundários vinílicos sejam semelhantes em

energia aos carbocátions primários. Por conseguinte, seria de esperar que a

adição HX aos alquinos fosse significativamente mais lenta do que a adição

HX aos alquenos. Realmente, observa-se uma diferença de velocidade, mas

essa diferença não é tão grande quanto é esperada – a adição HX a alquinos

é apenas ligeiramente mais lenta do que a adição HX a alquenos. Desse

modo, outros mecanismos têm sido propostos, que evitam a formação de

um carbocátion vinílico. Por exemplo, é possível que o alquino interaja com

duas moléculas de HX simultaneamente. Este processo é dito ser

termolecular (envolvendo três moléculas) e prossegue através do seguinte

estado de transição:

 

Este mecanismo de uma etapa evita a formação de um carbocátion vinílico,

mas ainda considera um estado de transição que apresenta algum caráter

parcial carbocatiônico (observe o δ+ mostrado no estado de transição). O

desenvolvimento de uma carga positiva parcial pode efetivamente explicar

a regiosseletividade observada, porque a energia do estado de transição será

menor quando esta carga positiva parcial se forma na posição mais

substituída. Este mecanismo mais complexo é suportado em muitos casos

por estudos cinéticos em que se verifica que a expressão da velocidade

encontrada é de terceira ordem global:

Velocidade = k [alquino] [HX]2

 

RELEMBRANDO

Lembre-se da Seção 6.5 que “terceira ordem” significa que a soma dos expoentes na expressão da velocidade da etapa determinante da velocidade é igual a 3.

 

Esta expressão é consistente com a velocidade do processo termolecular

proposto anteriormente.

Acredita-se que na maioria dos casos, a adição de HX a alquinos

provavelmente ocorre através de vários mecanismos, todos ocorrendo ao

mesmo tempo e competindo entre si. O carbocátion vinílico provavelmente

desempenha algum papel limitante, mas ele não pode, por si só, explicar

todas as observações. Em vários dos mecanismos apresentados ao longo

deste capítulo, podemos considerar um carbocátion vinílico como um

intermediário, embora deva ser compreendido que outros mecanismos mais

complexos estão provavelmente ocorrendo simultaneamente.

 

Adição Radicalar do HBr

Lembre-se de que, na presença de peróxidos, um alqueno sofre uma adição

anti-Markovnikov do HBr:

 

O Br é inserido no carbono menos substituído e acredita-se que a reação

prossegue através de um mecanismo radicalar (explorado em mais detalhes

na Seção 11.10). Uma reação semelhante é observada para os alquinos.

Quando um alquino terminal é tratado com HBr na presença de peróxidos,

observa-se uma adição anti-Markovnikov. O Br é inserido na posição

terminal, produzindo uma mistura de isômeros E e Z:

A adição radical ocorre apenas com o HBr (não com HCl ou HI), como será

 

explicado na Seção 11.10.

 

Interconversão entre Dialetos e Alquinos

As reações discutidas até agora permitem a interconversão entre dialetos e

alquinos terminais:

 

VERIFICAÇÃO CONCEITUAL

 

10.13 Preveja o produto principal que é esperado para cada uma das reações vistas a seguir:

10.14 Sugira os reagentes que permitem realizar a seguinte transformação:

 

10.15 Um alquino com a fórmula molecular C 5H8 é tratado com HBr em excesso e dois produtos

diferentes são obtidos, cada um dos quais tem a fórmula molecular C 5H10Br2.

 

(a) Identi que o alquino de partida.

 

(b) Identi que os dois produtos.