Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)
■ Falando de Modo Prático | Feromônios: Mensageiros Químicos
o que você aprendeu
4.5 Para cada uma das substâncias vistas a seguir, identi que todos os grupos que são
considerados substituintes e, em seguida, indique como você poderia nomear cada substituinte:
APLICANDO
o que você aprendeu
4.6 Existem nove isômeros constitucionais com fórmula molecular C7H16.
(a) Represente com a notação de estrutura em bastão todos os isômeros que se encaixam nos
seguintes critérios: a cadeia principal = pentano, e existem dois grupos metila ligados à
cadeia principal.
(b) Represente uma estrutura em bastão para o isômero que se encaixa nos seguintes critérios:
a cadeia principal = pentano, e existe um grupo etila ligado à cadeia principal.
é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 4.40a, 4.40c
falando de
Feromônios:
modo
Mensageiros Químicos
prático Colocamos os números da cadeia reta mais longa presente no substituinte, e,
Muitos animais usam produtos químicos, chamados de feromônios, para se comunicar entre si. Na
verdade, insetos usam feromônios como seu principal meio de comunicação. Um inseto segrega o
feromônio, que então se liga a um receptor no outro inseto, desencadeando uma resposta
biológica. Alguns insetos usam substâncias que alertam para o perigo (feromônios de alarme),
enquanto outros insetos usam substâncias que promovem a agregação entre os membros da
mesma espécie (feromônios de agregação). Feromônios são também utilizados por muitos insetos
para atrair membros do sexo oposto para ns de acasalamento (feromônios sexuais).
Por exemplo, o 2-metil-heptadecano é um feromônio sexual utilizado por algumas mariposas e o
undecano é usado como um feromônio de agregação por algumas baratas.
Os dois exemplos anteriores são alcanos, mas muitos feromônios apresentam um ou mais grupos
funcionais. Exemplos desses feromônios aparecerão ao longo deste livro.
Nomeando Substituintes Complexos
Nomear substituintes alquila ramificados é mais complexo do que nomear
substituintes de cadeia linear. Por exemplo, considere o seguinte substituinte:
Como é que podemos nomear este substituinte? Ele tem cinco átomos de
carbono, mas não pode simplesmente ser chamado de grupo pentila porque
ele não é um grupo alquila de cadeia linear. Em situações como esta, utiliza-
se o seguinte método: Começamos colocando números no substituinte a
partir da cadeia principal:
neste caso, há quatro átomos de carbono. Este grupo é, portanto, considerado
um grupo butila que tem um grupo metila ligado a ele na posição 2. Desse
modo, este grupo é denominado grupo (2-metilbutila). Em essência, tratamos
o substituinte complexo como se fosse uma minicadeia principal com os seus
próprios substituintes. Ao nomear um substituinte complexo, colocamos o
nome do substituinte entre parênteses. Isso vai evitar confusão como veremos
em breve ao colocarmos números na cadeia principal, e nós não queremos
confundir esses números com os números na cadeia do substituinte.
Alguns substituintes complexos têm nomes comuns. Esses nomes comuns
estão tão bem enraizados que são permitidos pela IUPAC. É interessante
decorar os seguintes nomes comuns (também chamados de nomes vulgares),
pois eles serão usados com frequência ao longo deste livro.
Um grupo alquila tendo três átomos de carbono só pode ser ramificado de
uma única maneira e é chamado de grupo isopropila:
Os grupos alquila possuindo quatro átomos de carbono podem ser
ramificados de três maneiras diferentes:
Os grupos alquila que têm cinco átomos de carbono podem ser ramificados de
muitas maneiras. Aqui estão duas maneiras comuns:
DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM
4.3 IDENTIFICAÇÃO E NOMEAÇÃO DE SUBSTITUINTES COMPLEXOS
APRENDIZAGEM
Na substância vista a seguir, identi que todos os grupos que seriam considerados substituintes e,
em seguida, indique o nome sistemático, bem como o nome comum para cada substituinte:
SOLUÇÃO
Primeiro identi camos a cadeia principal:
ETAPA 1
Identi cação da cadeia principal.
ETAPA 2
Colocação de números nos substituintes complexos.
Neste exemplo, existem dois substituintes complexos. Para nomeá-los, colocamos números em
cada substituinte, partindo da cadeia principal em cada caso. Em seguida, vamos considerar cada
substituinte complexo como constituído de “um substituinte em um substituinte”, e usamos os
números para este propósito:
ETAPA 3
Nomeação do substituinte complexo.
Alternativamente, as regras da IUPAC nos permitem utilizar os seguintes nomes comuns:
PRATICANDO
o que você aprendeu
4.7 Para cada uma das seguintes substâncias, identi que todos os grupos que seriam
considerados como substituintes e, em seguida, indique o nome sistemático, bem como o nome
comum, de cada substituinte:
APLICANDO
o que você aprendeu
4.8 O substituinte visto a seguir é chamado de grupo fenila;
Com isso em mente, identi que o nome sistemático para cada substituinte visto a seguir:
4.9 Represente todos os substituintes alquila possíveis que possuem exatamente cinco átomos
de carbono e nenhum anel. Forneça um nome sistemático para cada um desses substituintes.
é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 4.40b, 4.40d
Construção do Nome Sistemático de um Alcano
De modo a construir o nome sistemático de um alcano, numeramos os átomos
de carbono da cadeia principal, e esses números são usados para identificar a
localização de cada um dos substituintes. Como exemplo, considere as duas
substâncias vistas a seguir:
Em cada caso, a localização do grupo metila está claramente identificada
com um número, denominado localizador. De modo a atribuir um localizador
correto, temos que numerar a cadeia principal adequadamente, o qual pode
ser feito seguindo apenas algumas poucas regras:
• Se um substituinte estiver presente, a ele deve ser atribuído o menor
número possível. Neste exemplo, colocam-se os números de modo a
que o grupo metila está em C2, em vez de C6:
• Quando vários substituintes estão presentes, os números são
atribuídos de modo a que o primeiro substituinte receba o menor
número. No caso visto a seguir, numeramos a cadeia principal de
modo que os substituintes são 2,5,5 em vez de 3,3,6, porque
queremos que o primeiro localizador seja o menor número possível:
• Se houver um empate, então o segundo localizador deve ser tão
baixo quanto possível:
• Se a regra anterior não desfizer o empate, como no caso visto a
seguir, então, o menor número deve ser atribuído alfabeticamente:
• Ao lidar com cicloalcanos, todas as mesmas regras se aplicam, por
exemplo:
• Quando um substituinte aparece mais do que uma vez em uma
substâmcia, um prefixo é usado para identificar o número de vezes
que o substituinte aparece na substâmcia (di = 2, tri = 3, tetra = 4,
penta = 5 e hexa = 6). Por exemplo, a substância anterior seria
chamada 1,1,3-trimetilciclo-hexano. Observamos que um hífen é
usado para separar os números das letras, enquanto vírgulas são
usadas para separar dois números entre si.
• Uma vez que todos os substituintes foram identificados e atribuídos
os localizadores adequados, eles são colocados em ordem alfabética.
Prefixos (di, tri, tetra, penta, hexa) não são incluídos como parte do
esquema de alfabetização. Em outras palavras, “dimetil” é
classificado como se fosse iniciado com a letra “m” em vez de “d”.
Da mesma forma, sec e terc também são ignorados para fins de
alfabetização, no entanto, isso não é ignorado. Em outras palavras,
sec-butila é classificado alfabeticamente como um “b”, enquanto
isobutila é classificado alfabeticamente como um “i”.
Em resumo, quatro etapas distintas são necessárias ao atribuir o nome de
um alcano:
1. Identificar a cadeia principal: Escolhemos a cadeia mais longa. Para
duas cadeias de mesmo comprimento, a cadeia principal deve ser a cadeia
com o maior número de substituintes.
2. Identificar e nomear os substituintes.
3. Numerar a cadeia principal e atribuir um localizador para cada
substituinte: Damos ao primeiro substituinte o menor número possível.
Se houver um empate, escolhemos a cadeia em que o segundo substituinte
tem o número mais baixo.
4. Distribuir os substituintes em ordem alfabética. Colocamos localizadores
na frente de cada um dos substituintes. Para substituintes idênticos,
usamos di, tri, ou tetra, que são ignorados quando colocados em ordem
alfabética.
DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM
4.4 CONSTRUÇÃO SISTEMÁTICA DO NOME DE UM ALCANO
APRENDIZAGEM
Forneça um nome sistemático para a substância vista a seguir:
SOLUÇÃO
A construção de um nome sistemático requer quatro etapas distintas. As duas primeiras etapas são
identi car a cadeia principal e os substituintes:
ETAPA 1
Identi cação da cadeia principal.
ETAPA 2
Identi cação dos nomes dos substituintes.
ETAPA 3
Atribuição dos localizadores.
Em seguida, atribuímos um localizador para cada substituinte e distribuímos os substituintes em
ordem alfabética:
ETAPA 4
Distribuição dos substituintes alfabeticamente.
Observe que acetato é colocado antes de dimetil no nome. Além disso, asseguramo-nos que as
letras estão separadas dos números por hífen, enquanto os números estão separados um do outro
por vírgulas.
PRATICANDO
o que você aprendeu
4.10 Forneça um nome sistemático para cada uma das substâncias vistas a seguir:
APLICANDO
o que você aprendeu
4.11 Represente através de estrutura em bastão cada uma das seguintes substâncias:
(a) 3-Isopropil-2,4-dimetilpentano
(b) 4-Etil-2-metil-hexano
(c) 1,1,2,2-Tetrametilciclopropano
é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 4.41a, 4.41b,4.45a, 4.45b
Nomenclatura de Substâncias Bicíclicas
As substâncias que contêm dois anéis fundidos são chamadas de substâncias
bicíclicas, e elas podem ser representadas de diversas maneiras:
O segundo estilo de representação implica tridimensionalidade da
molécula, um tema que será abordado com mais detalhes no próximo
capítulo. Por enquanto, vamos nos concentrar na nomenclatura dos sistemas
bicíclicos, que é muito semelhante à nomenclatura de alcanos e cicloalcanos.
Seguimos o mesmo procedimento de quatro etapas descrito na seção anterior,
mas existem diferenças ao nomear e numerar a cadeia principal. Vamos
começar nomeando a cadeia principal.
Para os sistemas bicíclicos, o termo “biciclo” é introduzido no nome da
cadeia principal, por exemplo, a substância anterior é constituída por sete
átomos de carbono e é por isso chamada de biciclo-heptano (em que a cadeia
principal é biciclo-hept). O problema é que esse nome de cadeia principal não
é específico o suficiente. Para ilustrar isso, consideramos as duas substâncias
vistas a seguir, as duas chamadas de biciclo-heptano:
As duas substâncias consistem em dois anéis fundidos e sete átomos de
carbono. Entretanto, as substâncias são claramente diferentes, o que significa
que o nome da cadeia principal necessita conter mais informações. Especificamente, ele tem de indicar a maneira pela qual os anéis são
construídos (a constituição da substância). De modo a fazer isso, é preciso
identificar as duas cabeças de ponte. Essas cabeças de ponte são os dois
átomos de carbono onde os anéis estão fundidos juntos:
Existem três caminhos diferentes ligando essas duas cabeças de ponte. Para
cada caminho, contamos o número de átomos de carbono excluindo as
próprias cabeças de ponte. Na substância anterior, um caminho tem dois
átomos de carbono, outro caminho tem dois átomos de carbono, e o terceiro
(o caminho mais curto) tem apenas um átomo de carbono. Esses três
números, ordenados do maior para o menor [2.2.1], são, então, colocados
entre colchetes no meio do nome da cadeia principal:
Biciclo[2.2.1]heptano
Esses números fornecem a especificidade necessária para diferenciar as
substâncias indicadas anteriormente:
Se um substituinte estiver presente, a cadeia principal tem que ser
numerada corretamente a fim de atribuir o localizador correto para o
substituinte. Para numerar a cadeia principal, começamos em uma das
cabeças de ponte e iniciamos a numeração ao longo do caminho mais longo,
em seguida, vamos para o segundo caminho mais longo e, finalmente, vamos
pelo caminho mais curto. Por exemplo, considere o sistema bicíclico ao lado:
Neste exemplo, o grupo substituinte metila não conseguiu um número baixo.
Na verdade, ele tem o maior número possível por causa de sua localização.
Especificamente, ele está no caminho mais curto que liga as cabeças de ponte.
Independentemente da posição dos substituintes, a cadeia principal tem que
ser numerada começando com o primeiro caminho mais longo. A única
escolha é qual a cabeça de ponte que será contada como C1; por exemplo:
Nas duas maneiras, os números começam ao longo do caminho mais longo.
Entretanto, temos de iniciar a numeração na cabeça de ponte que dá ao
substituinte o menor número possível. No exemplo anterior, o caminho
correto coloca o substituinte em C6, em vez de em C7. O nome desta
substância é 6-metilbiciclo[3.2.1]octano.
DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM
4.5 CONSTRUÇÃO DO NOME DE UMA SUBSTÂNCIA BICÍCLICA
APRENDIZAGEM
Atribua um nome para a seguinte substância:
SOLUÇÃO
Mais uma vez, usamos o nosso procedimento de quatro etapas. Primeiro identi camos a cadeia
principal. Neste caso, estamos lidando com um sistema bicíclico, por isso contamos o número total
de átomos de carbono que constituem os sistemas de anéis. Existem sete átomos de carbono em
ambos os anéis combinados, de modo que a cadeia principal tem de ser “biciclo-hept”. As duas
cabeças de ponte estão realçadas. Agora, contamos o número de átomos de carbono ao longo de
cada um dos três caminhos possíveis que ligam as cabeças de ponte. O caminho mais longo (no
lado direito) tem três átomos de carbono entre as cabeças de ponte. O segundo caminho mais
longo (no lado esquerdo) tem dois átomos de carbono entre as cabeças de ponte. O caminho mais
curto não tem átomos de carbono entre as cabeças de ponte, isto é, as cabeças de ponte estão
ligadas diretamente uma a outra. Portanto, a cadeia principal é “biciclo[3.2.0]hepta”. Em seguida,
identi camos e nomeamos os substituintes:
ETAPA 1
Identi cação da cadeia principal.
ETAPA 2
Identi cação e nomeação dos substituintes.
Numeramos, então, a cadeia principal e atribuímos um localizador para cada substituinte.
Começamos por uma das cabeças de ponte e continuamos a numeração ao longo do caminho mais
longo que liga as cabeças de ponte. Neste caso, começamos na cabeça de ponte inferior, de modo a
fazer com que o grupo isopropila tenha o menor número (veja ao lado):
ETAPA 3
Atribuição dos localizadores.
ETAPA 4
Distribuição dos substituintes alfabeticamente.
Finalmente, organizamos os substituintes em ordem alfabética:
2-Isopropil-7,7-dimetilbiciclo[3.2.0]heptano
PRATICANDO
o que você aprendeu
4.12 Dê o nome de cada cada uma das seguintes substâncias: