Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 268 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

■ Falando de Modo Prático | Oxidação Biológica de Metanol e Etanol

energia). Os seres humanos comem a vegetação (ou comemos os animais

que comeram a vegetação), e nossos corpos utilizam uma série de reações

químicas que decompõem essas moléculas grandes em CO 2, liberando

assim energia. Essa energia é mais uma vez captada e armazenada sob a

forma de moléculas de alta energia de ATP, que são então utilizadas para

fornecer energia para os processos biológicos. Desta forma, nossos corpos

são, em última análise, alimentados pela energia do sol.

 

FIGURA 13.8

NADH e NAD + desempenham um papel importante no ciclo do ácido cítrico, bem como na síntese de ATP.

 

falando de

modo Oxidação Biológica de Metanol e Etanol

prático

 

O metanol é oxidado em nossos corpos pelo NAD+.

 

A enzima que catalisa este processo de oxidação é chamada de álcool desidrogenase. O metanol

é oxidado duas vezes. A primeira oxidação produz formaldeído, enquanto a segunda oxidação

produz ácido fórmico. O ácido fórmico é altamente tóxico, mesmo em pequenas quantidades. A

formação de ácido fórmico nos olhos leva à cegueira, e a formação de ácido fórmico em outros

órgãos conduz à falha do órgão e à morte.

Uma overdose de metanol é normalmente tratada através da administração de etanol, para

o paciente. O etanol sofre oxidação mais rápida do que o metanol, e a redução resultante da

velocidade de oxidação do metanol permite a outras vias metabólicas (tais como

glucuronidação) removerem o metanol do corpo. A oxidação do etanol produz o ácido acético

em vez do ácido fórmico, e o ácido acético não é tóxico.

 

O etanol é um álcool primário e é oxidado duas vezes. A primeira oxidação produz acetaldeído,

ao passo que a segunda oxidação produz ácido acético. O ácido acético pode ser usado pelo

corpo para uma variedade de funções, mas o acetaldeído é menos útil. Quando uma pessoa

bebe grandes quantidades de etanol (consumo excessivo de álcool), a concentração de

acetaldeído se acumula temporariamente. Uma alta concentração de acetaldeído provoca

náuseas, vômitos e outros sintomas desagradáveis.

Mencionamos na abertura do capítulo que os efeitos de uma ressaca são causados por uma

série de fatores. O impacto de alguns desses fatores, como a desidratação, pode ser reduzido

bebendo-se um copo de água entre as bebidas. Mas outros fatores, como o acúmulo de

acetaldeído, são as consequências inevitáveis do consumo excessivo de álcool. A única maneira

de evitar elevadas concentrações de acetaldeído é beber pequenas quantidades de álcool,

durante um longo período de tempo. O consumo excessivo de álcool sempre produzirá os efeitos

desagradáveis da ressaca. Há muitos produtos no mercado que pretendem evitar a ressaca, mas

há pouca evidência cientí ca de que qualquer um desses produtos seja e caz. A única maneira

de evitar uma ressaca é beber com responsabilidade. Isto é, beber pequenas quantidades de

álcool, durante um longo período de tempo, em conjunto com água em abundância.

Além dos efeitos desagradáveis de uma ressaca, o consumo excessivo de álcool também

 

pode potencialmente causar uma série de problemas de saúde mais sérios, tais como um ritmo

cardíaco irregular ou pancreatite aguda (in amação do pâncreas), ambos podendo ser fatais. 13.12 Oxidação do Fenol