Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 266 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

■ Falando de Modo Prático | Testes Respiratórios para Medir o Nível de Álcool no Sangue

falando de

 

Testes Respiratórios para Medir o Nível de Álcool no

modo

Sangue

prático

 

O etanol é um álcool primário. Portanto, o etanol reage com o dicromato de potássio em

condições ácidas para produzir ácido acético.

 

No processo, o etanol é oxidado e o reagente de cromo é reduzido. A nova substância de cromo

tem uma cor diferente e, portanto, o progresso da reação pode ser controlado pela variação da

cor de vermelho-laranja para verde. Esta reação constitui a base para muitos dos primeiros

testes respiratórios que avaliavam o nível de álcool no sangue. Testes de respiração que utilizam

esta reação ainda são comercialmente disponíveis. O teste consiste em um tubo, onde uma das

extremidades está equipada com um bocal e a outra extremidade tem um saco. O interior do

tubo contém dicromato de sódio que está adsorvido sobre a superfície de um sólido inerte, tal

como sílica-gel. À medida que o usuário sopra ar através do tubo e enche o saco, o álcool da

respiração do usuário reage com o agente de oxidação no tubo, e ocorre uma mudança de cor. O

grau de mudança de cor fornece uma indicação sobre o teor de álcool no sangue.

O Breathalyzer é baseado na mesma ideia, mas é mais preciso. Um volume medido da

respiração é borbulhado através de uma solução aquosa ácida de dicromato de potássio, e a

mudança de cor é medida com um espectrofotômetro ultravioleta-visível (UV-VIS) (Seção 17.11,

do Volume 2). Ao contrário do que se acredita popularmente, não é possível enganar o teste

chupando uma bala de menta ou usando um produto para refrescar o hálito. Essas técnicas

podem enganar uma pessoa, mas não vão enganar o dicromato de potássio.

 

Quando um álcool primário é oxidado com ácido crômico, obtém-se um

ácido carboxílico. Em geral, é difícil controlar a reação para produzir o

aldeído.

A fim de produzir o aldeído como um produto final, é necessário usar um

 

reagente oxidante mais seletivo, que irá reagir com o álcool, mas não reage

com o aldeído. Muitos desses reagentes estão disponíveis, incluindo o

clorocromato de piridínio (PCC). O PCC é formado a partir da reação entre

a piridina, o trióxido de cromo e o ácido clorídrico.

 

Quando o PCC é usado como o agente de oxidação, um aldeído é produzido

como o produto principal. Sob essas condições, o aldeído não é oxidado a

ácido carboxílico.

 

O cloreto de metileno (CH 2Cl2) normalmente é o solvente quando o PCC é

utilizado.

Álcoois secundários são oxidados apenas uma vez para formar uma

cetona, que é estável sob condições de oxidação. Assim, um álcool

secundário pode ser oxidado, quer com ácido crômico ou com PCC.

O dicromato de sódio é mais barato, mas o PCC é mais suave e,

 

frequentemente, é o preferido se outros grupos funcionais sensíveis

estiverem presentes na substância.

 

DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM

 

13.7 PREVISÃO DOS PRODUTOS DE UMA REAÇÃO DE OXIDAÇÃO

APRENDIZAGEM

Preveja qual o principal produto da reação orgânica vista a seguir.

 

SOLUÇÃO

 

A m de prever o produto, identi camos se o álcool é primário ou secundário. Neste caso, o

álcool é primário e, por conseguinte, é necessário decidir se o processo produz um aldeído ou um

ácido carboxílico:

 

ETAPA 1

Identi cação se o álcool é primário ou secundário.

ETAPA 2

Se o álcool for primário, considera-se que seja obtido um aldeído ou um ácido carboxílico.

 

O produto é determinado pela escolha do reagente. Trióxido de cromo em condições ácidas

forma ácido crômico, que irá oxidar o álcool duas vezes para dar o ácido carboxílico. A m de

parar no aldeído, em vez disso usa-se o PCC.

 

ETAPA 3

Respresentação do produto.

 

PRATICANDO

o que você aprendeu

 

13.22 Preveja o produto orgânico principal para cada uma das reações vistas a seguir.