Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 219 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

11.6 Estereoquímica da Halogenação

(a)

 

(b)

 

(c)

 

APLICANDO

o que você aprendeu

 

11.13 A substância A tem fórmula molecular C5H12 e sofre uma reação de monocloração

produzindo quatro isômeros constitucionais diferentes:

 

(a) Represente a estrutura da substância A.

 

(b) Represente os quatro produtos de monocloração.

 

(c) Se a substância A sofre monobromação (em vez de monocloração), um produto

predomina. Represente este produto.

 

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 11.27;11.33a–c, f,11.38,

11.40,11.44

 

11.6 Estereoquímica da Halogenação

 

Vamos centralizar agora a nossa atenção na estereoquímica das reações de

halogenação radicalar. Investigaremos duas situações distintas: (1)

halogenação que gera um novo centro de quiralidade e (2) halogenação que

ocorre em um centro de quiralidade já existente.

 

Halogenação que Gera um Novo Centro de Quiralidade Quando o butano sofre uma cloração radicalar, obtemos dois isômeros

constitucionais:

 

Os produtos são 2-clorobutano e 1-clorobutano. O primeiro tem um novo

centro de quiralidade, que foi criado durante a reação. Neste caso, é obtida

uma mistura racêmica do 2-clorobutano. Por quê? Consideramos a estrutura

do radical intermediário:

 

No início deste capítulo, vimos que um radical carbono é plano triangular

ou levemente piramidal que apresenta rápida inversão. De qualquer modo

ele pode ser tratado como plano triangular. Esperamos, portanto, que a

abstração do halogênio possa ocorrer em ambas as faces do plano com a

mesma probabilidade, conduzindo a uma mistura racêmica do 2-

clorobutano:

 

Halogenação em um Centro de Quiralidade Já Existente Em alguns casos, a halogenação ocorrerá em um centro de quiralidade já

existente. Consideramos o seguinte exemplo:

 

Esperamos que a bromação ocorra na posição terciária e esta posição já é

um centro de quiralidade antes mesmo da reação ocorrer. Nestes casos, o

que acontece com o centro de quiralidade? Novamente, esperamos que o

produto seja uma mistura racêmica, a despeito da configuração do material

de partida. A primeira etapa de propagação é a remoção de um átomo de

hidrogênio do centro de quiralidade para formar um radical intermediário

que pode ser tratado como plano.

 

Neste ponto, a configuração do alcano utilizado como material de partida

foi perdida. A segunda etapa de propagação pode agora ocorrer por ambas

as faces do plano com a mesma probabilidade, conduzindo a uma mistura

racêmica:

DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM

 

11.6 PREVISÃO DA ESTEREOQUÍMICA DE UMA BROMAÇÃO RADICALAR

 

APRENDIZAGEM

Diga qual o resultado estereoquímico da bromação radicalar do seguinte alcano:

 

SOLUÇÃO

 

Primeiramente identi camos o resultado regioquímico – isto é, identi camos a posição que

sofrerá bromação. Neste exemplo há apenas uma posição terciária:

 

ETAPA 1

Identi cação da posição onde irá ocorrer a bromação.

 

Esta posição é um centro de quiralidade já existente, de modo que esperamos que a perda da

con guração produzirá os dois estereoisômeros possíveis:

 

ETAPA 2

Representação dos estereoisômeros possíveis se a localização da bromação já é um centro de

quiralidade ou se será gerado um centro de quiralidade,

Observe que o outro centro de quiralidade não é afetado pela reação. Os produtos desta reação

não são enantiômeros e não podem ser chamados mistura racêmica. Neste caso os produtos são

diastereoisômeros.

 

PRATICANDO

o que você aprendeu

 

11.14 Preveja o resultado estereoquímico da bromação radicalar dos seguintes alcanos:

(a)

 

(b)

 

(c)

 

(d)

 

APLICANDO

o que você aprendeu

 

11.15 A substância A tem a fórmula molecular C5H11Br. Quando a substância A é tratada com

bromo na presença de radiação UV, o produto principal é o 2,2-dibromopentano. O tratamento

da substância A com NaSH (um forte nucleó lo) produz uma substância com um centro de

quiralidade tendo a con guração R. Qual é a estrutura da substância A?