Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)
13.10 Reações de Álcoois: Oxidação
adicional para protonar o grupo hidroxila. Essa reação ocorre através de um
carbocátion intermediário e, portanto, é melhor para os álcoois terciários.
Recordamos também que a eliminação geralmente favorece o alqueno mais
substituído.
Essa transformação pode também ser realizada através de um caminho
reacional E2 se o grupo hidroxila é convertido primeiro em um grupo de
saída melhor, tal como um tosilato. A base forte pode então ser utilizada
para realizar uma reação de E2.
O processo E2 também produz geralmente o alqueno mais substituído, e
não são observados rearranjos de carbocátion nos processos E2.
VERIFICAÇÃO CONCEITUAL
13.21 Preveja os produtos para cada uma das transformações vistas a seguir.
13.10 Reações de Álcoois: Oxidação
Na Seção 13.4, vimos que os álcoois podem ser formados através de um
processo de redução. Nesta seção, vamos explorar o processo inverso,
chamado de oxidação, que envolve um aumento do estado de oxidação.
O resultado de um processo de oxidação depende de se o álcool de partida é
primário, secundário ou terciário. Vamos considerar primeiro a oxidação de
um álcool primário.
Observe que um álcool primário tem dois prótons na posição de α (o átomo
de carbono contendo o grupo hidroxila). Como resultado, os álcoois
primários podem ser oxidados duas vezes. A primeira oxidação produz um
aldeído, e em seguida a oxidação do aldeído produz um ácido carboxílico.
Álcoois secundários só têm um próton na posição α, de modo que eles
só podem ser oxidados uma única vez, formando uma cetona.
OLHANDO PARA O FUTURO
Para uma exceção a esta regra geral, veja a Seção 20.11, do Volume 2, em que vamos aprender sobre um reagente oxidante especial que pode oxidar uma cetona para formar um éster.
De modo geral, a cetona não é oxidada posteriormente. Álcoois terciários
não têm quaisquer prótons na posição α, e como resultado eles geralmente
não sofrem oxidação:
Existe um grande número de reagentes disponíveis para a oxidação de
álcoois primários e secundários. O reagente de oxidação mais comum é o
ácido crômico (H2CrO4), que pode ser formado a partir do trióxido de
cromo (CrO ) ou a partir do dicromato de sódio (Na Cr O ) em solução 3 2 2 7
aquosa ácida.
O mecanismo de oxidação com ácido crômico tem duas etapas principais
(Mecanismo 13.8). A primeira etapa envolve a formação de um éster
cromato, e a segunda etapa é um processo E2 para formar uma ligação π
carbono-oxigênio (em vez de uma ligação π carbono-carbono).
MECANISMO 13.8 OXIDAÇÃO DE UM ÁLCOOL COM ÁCIDO CRÔMICO