Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 103 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

Revisão de Conceitos e Vocabulário

resolver os enantiômeros da 1-feniletilamina.

 

Cromatografia com Coluna Quiral

A resolução de enantiômeros pode ser obtida com cromatografia em

coluna. Em uma cromatografia em coluna, as substâncias são separadas

umas das outras com base na diferença na maneira como elas interagem

com o meio (adsorvente) através do qual elas atravessam. Algumas

substâncias interagem mais fortemente com o adsorvente e se movem mais

lentamente através da coluna; outras substâncias interagem mais fracamente

e se movem mais rapidamente através da coluna. Quando enantiômeros

passam através de uma coluna tradicional, eles se deslocam na mesma

velocidade porque suas propriedades são idênticas. Entretanto, se um

adsorvente quiral é utilizado, os enantiômeros interagem com o adsorvente

de modo diferente, o que faz com que eles se desloquem através da coluna

com velocidades diferentes. Enantiômeros são frequentemente separados

dessa maneira.

 

REVISÃO DE CONCEITOS E VOCABULÁRIO

SEÇÃO 5.1

• Isômeros constitucionais têm a mesma fórmula molecular, mas diferem na

conectividade dos seus átomos.

• Estereoisômeros têm a mesma conectividade dos átomos, mas diferem nas

distribuições espaciais dos átomos. Os termos cis e trans são utilizados para diferenciar alquenos estereoisoméricos bem como cicloalcanos dissubstituídos.

SEÇÃO 5.2

• Objetos quirais não são sobreponíveis com sua imagem especular. • A fonte mais comum de quiralidade molecular é a presença de um centro de

quiralidade, um átomo de carbono ligando-se a quatro grupos diferentes.

• Uma substância com um centro de quiralidade terá uma imagem especular não

sobreponível, chamada de enantiômero.

SEÇÃO 5.3

• O sistema de Cahn-Ingold-Prelog é utilizado para atribuir a configuração de um centro

de quiralidade. São atribuídas prioridades aos quatro grupos com base nos seus números atômicos, e a molécula é então girada para uma perspectiva na qual o átomo com a quarta prioridade fica ligado por uma cunha tracejada. Uma sequência 1-2-3 no sentido horário é designada como R, enquanto uma sequência no sentido anti-horário é designada como S.

SEÇÃO 5.4

• O polarímetro é um dispositivo utilizado para medir a capacidade de uma substância

orgânica quiral em girar o plano da luz plano-polarizada. Tais substâncias são chamadas de opticamente ativas. Substâncias que não giram a luz plano-polarizada são chamadas de opticamente inativas.

• Enantiômeros giram o plano da luz polarizada com a mesma magnitude, mas em

sentidos opostos. A rotação específica de uma substância é uma propriedade física. Ela é determinada experimentalmente dividindo-se a rotação observada de modo experimental pela concentração da solução e pelo caminho óptico.

• Substâncias que exibem rotação positiva (+) são chamadas de dextrógiras, enquanto

substâncias que exibem rotação negativa (–) são chamadas de levógiras.

• Uma solução contendo um único enantiômero é opticamente pura, enquanto uma

solução contendo quantidades iguais de ambos os enantiômeros é chamada de mistura racêmica.

• Uma solução contendo um par de enantiômeros em quantidades diferentes é descrita

em termos do excesso enantiomérico.

SEÇÃO 5.5

• Para uma substância com múltiplos centros de quiralidade, existe uma família de

estereoisômeros. Cada estereoisômero terá no máximo um enantiômero, enquanto os outros membros da família são diastereoisômeros.

• n O número de estereoisômeros de uma substância não pode ser maior que 2, em que n

= número de centros de quiralidade.

• Enantiômeros são imagens especulares. Diastereoisômeros não são imagens

especulares.

SEÇÃO 5.6

• Existem dois tipos de simetria: simetria rotacional e simetria reflexional. • A presença ou ausência de um eixo de simetria (simetria rotacional) é irrelevante. • Uma substância que possui um plano de simetria será aquiral.