Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)
Revisão de Conceitos e Vocabulário
resolver os enantiômeros da 1-feniletilamina.
Cromatografia com Coluna Quiral
A resolução de enantiômeros pode ser obtida com cromatografia em
coluna. Em uma cromatografia em coluna, as substâncias são separadas
umas das outras com base na diferença na maneira como elas interagem
com o meio (adsorvente) através do qual elas atravessam. Algumas
substâncias interagem mais fortemente com o adsorvente e se movem mais
lentamente através da coluna; outras substâncias interagem mais fracamente
e se movem mais rapidamente através da coluna. Quando enantiômeros
passam através de uma coluna tradicional, eles se deslocam na mesma
velocidade porque suas propriedades são idênticas. Entretanto, se um
adsorvente quiral é utilizado, os enantiômeros interagem com o adsorvente
de modo diferente, o que faz com que eles se desloquem através da coluna
com velocidades diferentes. Enantiômeros são frequentemente separados
dessa maneira.
REVISÃO DE CONCEITOS E VOCABULÁRIO
SEÇÃO 5.1
• Isômeros constitucionais têm a mesma fórmula molecular, mas diferem na
conectividade dos seus átomos.
• Estereoisômeros têm a mesma conectividade dos átomos, mas diferem nas
distribuições espaciais dos átomos. Os termos cis e trans são utilizados para diferenciar alquenos estereoisoméricos bem como cicloalcanos dissubstituídos.
SEÇÃO 5.2
• Objetos quirais não são sobreponíveis com sua imagem especular. • A fonte mais comum de quiralidade molecular é a presença de um centro de
quiralidade, um átomo de carbono ligando-se a quatro grupos diferentes.
• Uma substância com um centro de quiralidade terá uma imagem especular não
sobreponível, chamada de enantiômero.
SEÇÃO 5.3
• O sistema de Cahn-Ingold-Prelog é utilizado para atribuir a configuração de um centro
de quiralidade. São atribuídas prioridades aos quatro grupos com base nos seus números atômicos, e a molécula é então girada para uma perspectiva na qual o átomo com a quarta prioridade fica ligado por uma cunha tracejada. Uma sequência 1-2-3 no sentido horário é designada como R, enquanto uma sequência no sentido anti-horário é designada como S.
SEÇÃO 5.4
• O polarímetro é um dispositivo utilizado para medir a capacidade de uma substância
orgânica quiral em girar o plano da luz plano-polarizada. Tais substâncias são chamadas de opticamente ativas. Substâncias que não giram a luz plano-polarizada são chamadas de opticamente inativas.
• Enantiômeros giram o plano da luz polarizada com a mesma magnitude, mas em
sentidos opostos. A rotação específica de uma substância é uma propriedade física. Ela é determinada experimentalmente dividindo-se a rotação observada de modo experimental pela concentração da solução e pelo caminho óptico.
• Substâncias que exibem rotação positiva (+) são chamadas de dextrógiras, enquanto
substâncias que exibem rotação negativa (–) são chamadas de levógiras.
• Uma solução contendo um único enantiômero é opticamente pura, enquanto uma
solução contendo quantidades iguais de ambos os enantiômeros é chamada de mistura racêmica.
• Uma solução contendo um par de enantiômeros em quantidades diferentes é descrita
em termos do excesso enantiomérico.
SEÇÃO 5.5
• Para uma substância com múltiplos centros de quiralidade, existe uma família de
estereoisômeros. Cada estereoisômero terá no máximo um enantiômero, enquanto os outros membros da família são diastereoisômeros.
• n O número de estereoisômeros de uma substância não pode ser maior que 2, em que n
= número de centros de quiralidade.
• Enantiômeros são imagens especulares. Diastereoisômeros não são imagens
especulares.
SEÇÃO 5.6
• Existem dois tipos de simetria: simetria rotacional e simetria reflexional. • A presença ou ausência de um eixo de simetria (simetria rotacional) é irrelevante. • Uma substância que possui um plano de simetria será aquiral.