Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 184 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

9.9 Di-hidroxilação Anti

9.29 Quando o trans-1-fenilpropeno é tratado com bromo, alguma adição sin é observada. Explique

porque a presença da fenila induz uma perda da estereoespeci cidade.

 

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver o Problema 9.73

 

9.9 Di-hidroxilação Anti

Como mencionado na seção introdutória deste capítulo, reações de di-

hidroxilação são caracterizadas pela adição de OH e OH a um alqueno. Como

exemplo, considere a di-hidroxilação do etileno produzindo etilenoglicol:

 

Existem diversos reagentes capazes de realizar essa transformação. Alguns

reagentes conduzem a uma reação de di-hidroxilação anti, enquanto outros

conduzem a uma reação de di-hidroxilação sin. Nesta seção, exploraremos um

procedimento em duas etapas em que o resultado é uma di-hidroxilação anti:

A primeira etapa do processo envolve a conversão de um alqueno em um

epóxido, e a segunda etapa envolve a abertura deste epóxido de modo a formar

um diol trans (Mecanismo 9.6). Um epóxido é um éter cíclico de três membros.

 

MECANISMO 9.6 DI-HIDROXILAÇÃO ANTI

Formação de um epóxido

 

Abertura de um epóxido catalisada por ácido

 

Na primeira parte do processo, o peroxiácido (RCO H) reage com o alqueno 3 formando um epóxido. As estruturas dos peroxiácidos são parecidas com as

estruturas dos ácidos carboxílicos, contendo apenas um oxigênio adicional. Dois

peroxiácidos comuns são mostrados a seguir:

Peroxiácidos são agentes oxidantes fortes capazes de transferir um átomo de

oxigênio para um alqueno em uma única etapa. O produto é um epóxido.

Uma vez que o epóxido tenha sido formado, ele pode ser aberto com água

utilizando-se catálise ácida ou básica. Ambas as condições são exploradas e

tratadas com mais detalhe na Seção 14.10. Por enquanto, exploraremos apenas a

abertura de epóxidos catalisada por ácidos, como visto no Mecanismo 9.6. Sob

essas condições, o epóxido é protonado primeiro produzindo um intermediário

muito semelhante a um íon bromônio ou mercurínio. Todos os três casos

envolvem um anel de três membros positivamente carregado:

 

OLHANDO PARA O FUTURO

Você pode estar imaginando por que um nucleófilo fraco participa de um processo S 2 em um N substrato secundário. Na verdade, essa reação pode ocorrer mesmo se o centro que está sendo

atacado é terciário. Isso será explicado na Seção 14.10.

 

Vimos que o íon bromônio e o íon mercurínio podem ser atacados por uma

molécula de água a partir do lado de trás. Da mesma maneira, um epóxido

protonado pode ser atacado pela água pelo lado de trás, como é visto no

Mecanismo 9.6. A necessidade de um ataque pelo lado de trás (S 2) explica a N preferência estereoquímica observada para uma adição anti.

Na etapa final do mecanismo o íon oxônio é desprotonado produzindo um

diol trans. Mais uma vez, observe que uma molécula de água é utilizada para a

desprotonação (em vez de um íon hidróxido), de modo consistente com as

condições reacionais. Em condições ácidas, íons hidróxido não estão presentes

em quantidades suficientes para participar da reação e, portanto, não podem ser

utilizados quando representamos o mecanismo.

 

DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM

9.7 REPRESENTAÇÃO DOS PRODUTOS DA REAÇÃO DE DI-HIDROXILAÇÃO ANTI

APRENDIZAGEM

Escreva o(s) produto(s) principal(is) para cada uma das seguintes reações:

 

SOLUÇÃO

 

(a) Estes reagentes conduzem a uma di-hidroxilação anti, o que signi ca que OH e OH adicionam-se

ao alqueno. Uma vez que os dois grupos são idênticos, não precisamos considerar a

regioquímica do processo. Entretanto, a estereoquímica precisa ser considerada. Começamos

determinado o número de centros de quiralidade formados. Neste caso dois novos centros de

quiralidade são formados, então esperamos apenas um par de enantiômeros que resulta de

uma adição anti. Isto é, os grupos OH serão adicionados aos lados opostos da ligação π:

 

ETAPA 1

Determinação do número de centros de quiralidade formados no processo.

 

ETAPA 2

Determinação do resultado estereoquímico baseado nas exigências de uma adição anti.

 

(b) Neste exemplo, apenas um novo centro de quiralidade é formado. É verdade que a reação ocorre

através de uma adição anti de OH e OH. Entretanto, apenas um centro de quiralidade é formado

no produto, e a preferência por uma adição anti torna-se irrelevante. Os dois enantiômeros

possíveis são formados.

 

PRATICANDO

o que você aprendeu

 

9.30 Preveja os produtos que são esperados quando cada um dos seguintes alquenos é tratado com

peroxiácido (tal como MCPBA) seguido de solução aquosa ácida:

 

APLICANDO

o que você aprendeu

 

9.31 Sob condições de catálise ácida, epóxidos podem ser abertos por uma variedade de nucleó los

diferentes da água. Nesses casos, o nucleó lo geralmente atacará na posição mais substituída.

Fazendo uso desta informação, preveja os produtos para cada uma das seguintes reações:

 

9.32 Uma substância A e uma substância B têm, ambas, a fórmula molecular C6H12. As duas

substâncias produzem epóxidos quando tratadas com MCPBA.

 

(a) + O epóxido proveniente da substância A foi tratado com solução aquosa ácida (H 3 O) e o diol

resultante não tem centros de quiralidade. Proponha duas possíveis estruturas para a substância

A.

 

(b) O epóxido proveniente da substância B foi tratado com H 3O+ e o diol resultante é uma

substância meso. Represente a estrutura da substância B.

 

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver o Problema 9.65d 9.10 Di-hidroxilação Sin