Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)
■ Medicamente Falando | Interações Receptor-Fármaco
é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 1.52, 1.53, 1.60
medicamente
Interações Receptor-Fármaco
falando
Na maioria das situações, a resposta siológica produzida por um fármaco é
atribuída à interação entre o fármaco e um sítio receptor biológico. Um receptor é
uma região dentro de uma macromolécula biológica que pode servir como uma
bolsa na qual a molécula de fármaco pode se encaixar:
Inicialmente, esse mecanismo foi considerado como muito parecido com uma chave e
fechadura. Isto é, uma molécula de fármaco iria funcionar como uma chave, se encaixando ou
não em um determinado receptor. Uma extensa pesquisa sobre as interações fármaco-receptor
obrigou a modi car esse modelo simples chave-fechadura. Compreende-se agora que tanto o
fármaco quanto o receptor são exíveis, mudando constantemente as suas formas. Desse modo,
os fármacos podem se ligar a receptores com vários níveis de e ciência; com alguns fármacos a
ligação é mais forte e com outros é mais fraca.
Como ocorre uma ligação do fármaco a um receptor? Em alguns casos, a molécula de
fármaco forma ligações covalentes com o receptor. Nesses casos, a ligação é realmente muito
forte (aproximadamente 400 kJ/mol para cada ligação covalente) e, portanto, irreversível.
Vamos ver um exemplo de ligação irreversível quando explorarmos uma classe de agentes
anticancerígenos chamados mostardas nitrogenadas (Capítulo 7). Para a maioria dos fármacos,
no entanto, a resposta siológica desejada é destinada a ser temporária, o que só pode ser
conseguido se um fármaco puder se ligar reversivelmente com o seu receptor-alvo. Isso requer
uma interação fraca entre o fármaco e o receptor (pelo menos mais fraca do que uma ligação
covalente). Exemplos de interações fracas incluem ligações de hidrogênio (20 kJ/mol) e as forças
de dispersão de London (aproximadamente 4 kJ/mol para cada átomo de carbono que participa
na interação). Como um exemplo, considere a estrutura de um anel benzênico, que é
incorporado como uma subunidade estrutural em muitos fármacos.
No anel benzênico, a hibridização de cada carbono é 2 sp e, portanto, triangular plana.
Consequentemente, um anel benzênico representa uma superfície plana:
Se o receptor também tem uma superfície plana, as forças de dispersão de London resultantes
podem contribuir para a ligação reversível do fármaco com o sítio do receptor:
Essa interação é aproximadamente equivalente à força de uma única ligação de hidrogênio. A
ligação de um fármaco a um receptor é o resultado da soma das forças intermoleculares de