Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 20 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

■ Medicamente Falando | Interações Receptor-Fármaco

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 1.52, 1.53, 1.60

 

medicamente

Interações Receptor-Fármaco

falando

 

Na maioria das situações, a resposta siológica produzida por um fármaco é

atribuída à interação entre o fármaco e um sítio receptor biológico. Um receptor é

uma região dentro de uma macromolécula biológica que pode servir como uma

bolsa na qual a molécula de fármaco pode se encaixar:

Inicialmente, esse mecanismo foi considerado como muito parecido com uma chave e

fechadura. Isto é, uma molécula de fármaco iria funcionar como uma chave, se encaixando ou

não em um determinado receptor. Uma extensa pesquisa sobre as interações fármaco-receptor

obrigou a modi car esse modelo simples chave-fechadura. Compreende-se agora que tanto o

fármaco quanto o receptor são exíveis, mudando constantemente as suas formas. Desse modo,

os fármacos podem se ligar a receptores com vários níveis de e ciência; com alguns fármacos a

ligação é mais forte e com outros é mais fraca.

Como ocorre uma ligação do fármaco a um receptor? Em alguns casos, a molécula de

fármaco forma ligações covalentes com o receptor. Nesses casos, a ligação é realmente muito

forte (aproximadamente 400 kJ/mol para cada ligação covalente) e, portanto, irreversível.

Vamos ver um exemplo de ligação irreversível quando explorarmos uma classe de agentes

anticancerígenos chamados mostardas nitrogenadas (Capítulo 7). Para a maioria dos fármacos,

no entanto, a resposta siológica desejada é destinada a ser temporária, o que só pode ser

conseguido se um fármaco puder se ligar reversivelmente com o seu receptor-alvo. Isso requer

uma interação fraca entre o fármaco e o receptor (pelo menos mais fraca do que uma ligação

covalente). Exemplos de interações fracas incluem ligações de hidrogênio (20 kJ/mol) e as forças

de dispersão de London (aproximadamente 4 kJ/mol para cada átomo de carbono que participa

na interação). Como um exemplo, considere a estrutura de um anel benzênico, que é

incorporado como uma subunidade estrutural em muitos fármacos.

No anel benzênico, a hibridização de cada carbono é 2 sp e, portanto, triangular plana.

Consequentemente, um anel benzênico representa uma superfície plana:

 

Se o receptor também tem uma superfície plana, as forças de dispersão de London resultantes

podem contribuir para a ligação reversível do fármaco com o sítio do receptor:

 

Essa interação é aproximadamente equivalente à força de uma única ligação de hidrogênio. A

ligação de um fármaco a um receptor é o resultado da soma das forças intermoleculares de