Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 239 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

■ Medicamente Falando | Vitaminas

APLICANDO

o que você aprendeu

 

12.8 Proponha uma síntese e ciente para cada uma das seguintes transformações:

 

12.9 Quando o 3-bromo-3-etilpentano é tratado com acetileto de sódio, os produtos

principais são o 3-etil-2-penteno e o acetileno. Explique por que a cadeia carbônica não se altera

neste caso, e justi que a formação dos produtos observados.

 

é necessário PRATICAR MAIS? Tente Resolver os Problemas 12.18,12.19, 12.20,12.23,

12.26

medicamente Vitaminas

falando

 

Vitaminas são substâncias que nosso corpo necessita para o funcionamento

normal e que têm de ser obtidas a partir de alimentos. A ingestão inadequada de

determinadas vitaminas causa doenças especí cas. Este fenômeno foi observado

muito antes que se compreendesse o papel exato das vitaminas. Por exemplo, os marinheiros

que permaneciam no mar por longos períodos sofriam de uma doença chamada escorbuto,

caracterizada pela perda de dentes, membros inchados e hematomas. Se não fosse tratada, a

doença era fatal. Em 1747, um médico da marinha britânica, chamado James Lind, demonstrou

que os efeitos do escorbuto poderiam ser revertidos comendo-se laranjas e limões. Foi

reconhecido que laranjas e limões tinham que conter “algo” que nossos corpos necessitam, e o

suco de limão se tornou um item normal na dieta de um marinheiro. Por esta razão, os

marinheiros britânicos foram (e são) chamados de “Limeys” (devido a palavra inglesa para

limão — lime).

Outros estudos revelaram que vários alimentos continham misteriosos “fatores de

crescimento.” Por exemplo, Gowland Hopkins (Universidade de Cambridge, Inglaterra) realizou

uma série de experimentos em que ele controlava a dieta alimentar de ratos. Ele os alimentava

com carboidratos, proteínas e gorduras (veja os Capítulos 24, 25 e 26, respectivamente, do

Volume 2). Esta mistura não era su ciente para sustentar os ratos, e era necessário adicionar

algumas gotas de leite na sua dieta alimentar para alcançar um crescimento sustentado. Essas

experiências demonstraram que o leite continha algum ingrediente ou um fator desconhecido,

que era necessário para promover o crescimento apropriado.

Observações semelhantes foram feitas por um médico holandês, Christiaan Eijkman, nas

colônias holandesas na Indonésia. Enquanto investigava a causa de uma epidemia de beribéri,

uma doença caracterizada pela paralisia, ele observou que as galinhas no laboratório

começavam também a exibir uma forma de paralisia. Ele descobriu que elas estavam sendo

alimentadas com um arroz cuja casca brosa havia sido removida (chamado arroz polido).

Quando ele alimentava as galinhas com arroz integral, a sua condição melhorava drasticamente.

Dessa maneira, portanto, ele percebeu que a casca brosa do arroz continha algum fator vital

para o crescimento. Em 1912, o bioquímico polonês Casimir Funk isolou a substância ativa da

casca de arroz. Cuidadosos estudos revelaram que a estrutura continha um grupo amino e que,

portanto, pertencia a uma classe de substâncias chamadas aminas (veja o Capítulo 23, do

Volume 2):

 

Inicialmente se acreditava que todos os fatores vitais de crescimento eram aminas, por isso eles

foram chamados de vitaminas (uma combinação de vital e amina). Pesquisas adicionais

demonstraram que a maioria das vitaminas não possui um grupo amino, contudo, o termo

“vitamina” persistiu. Por sua descoberta do papel desempenhado pelas vitaminas na nutrição,

Eijkman e Hopkins foram agraciados com o Prêmio Nobel de Medicina de 1929.

As vitaminas são agrupadas em famílias com base no seu comportamento (em vez de com

base na sua estrutura), sendo cada família representada por uma letra. Por exemplo, a vitamina

B é uma família de muitas substâncias, cada uma das quais é representada por uma letra e um

número (B1, B2, B3 etc.). A tabela vista neste boxe mostra vitaminas representativas de várias

famílias:

 

Fontes: Leite, ovos, frutas, vegetais e peixe

 

Doença devido a falta: cegueira noturna (veja a Seção 17.13, no Volume 2)

Fontes: Fígado, batata, grãos integrais e legumes Doença devido a falta: beribéri

 

 

Doença devido a falta: beribéri

 

Fontes: Frutas cítricas, pimentão, tomate e brócolis

 

Doença devido a falta: escorbuto

 

Fontes: Peixe, produzida pelo corpo quando exposto a luz solar

 

Doença devido a falta: raquitismo (veja a Seção 17.10, no Volume 2)