Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

David Klein · Capítulo 138 de 302

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Química Orgânica: Volume 1 (2ª Edição)

7.7 Representação do Mecanismo Completo de uma Reação SN2

deslocamento de metila:

 

Esse é essencialmente um processo concertado em que a perda do grupo de

saída ocorre simultaneamente com um rearranjo de carbocátion. Exemplos

como este são menos comuns. Na maioria dos casos, cada etapa de um

processo SN1 ocorre separadamente.

 

7.7 Representação do Mecanismo Completo

de uma Reação SN2

 

Na seção anterior, analisamos as etapas adicionais que podem acompanhar

um processo SN1. Nesta seção, analisamos as etapas adicionais que podem

acompanhar um processo S 2. Lembre-se de que uma reação S 2 é um N N

processo concertado em que o ataque do nucleófilo e a perda do grupo de

saída ocorrem simultaneamente (Figura 7.22). Nenhum carbocátion é

formado, então não pode haver rearranjo de carbocátion. Em um processo

SN2, as únicas duas possíveis etapas adicionais são transferências de próton

(Figura 7.23). Pode haver uma transferência de próton, antes e/ou após a

etapa concertada. A transferência de próton vai acompanhar os processos

S 2 pelas mesmas razões que acompanham os processos S 1. N N

FIGURA 7.22

A etapa concertada de um processo S 2. N

 

FIGURA 7.23

A etapa concertada e as duas possíveis etapas adicionais de um processo S N2.

 

Especificamente, uma transferência de próton é necessária no início de um

mecanismo em que o substrato é um álcool, e uma transferência de próton é

necessária no final de um mecanismo, se o nucleófilo for neutro. Vamos ver

exemplos de cada uma dessas situações.

 

Transferência de Próton no Início de um Processo SN2

 

Uma transferência de próton é necessária no início de um processo SN2 se o

substrato for um álcool, embora este tipo de processo raramente seja

encontrado em todo o restante deste livro. Um exemplo desta reação é a

conversão de metanol em cloreto de metila, uma reação realizada pela

primeira vez pelos químicos franceses Jean-Baptiste Dumas e Eugene

Peligot em 1835. Esta transformação foi realizada através da ebulição de

uma mistura de metanol, ácido sulfúrico e cloreto de sódio.

O grupo OH é protonado em primeiro lugar, convertendo-se em um bom

grupo de saída e, em seguida, o íon cloreto ataca em um processo S 2, N

deslocando o grupo de saída. Este tipo de processo, em que um álcool é

utilizado como um substrato de uma reação SN2, tem uma utilidade muito

limitada e geralmente só é utilizado em certas aplicações industriais. O

cloreto de metila é preparado comercialmente por este processo (utilizando

HCl aquoso como fonte de H O+ e Cl−): 3

 

Transferência de Próton no Final de um Processo S N2

 

Uma transferência de próton vai ocorrer no final de um processo SN2 se o

nucleófilo for neutro. Por exemplo, considere a seguinte reação de

solvólise:

O substrato é primário e, portanto, a reação deverá prosseguir através de um

processo S 2. Neste caso, o solvente (etanol) está se comportando como o N

nucleófilo, por isso esta é uma reação de solvólise. Uma vez que o

nucleófilo é neutro, uma transferência de próton é necessária no final do

mecanismo, a fim de remover a carga positiva da substância.

 

Transferência de Próton Antes e Depois de um Processo

S N2

 

Ao longo deste livro, veremos outros exemplos de processos S N2 que são

acompanhados por transferências de prótons. Por exemplo, a seguinte

reação será explorada nas Seções 9.16 e 14.10:

Essa reação envolve duas etapas – uma transferência de próton antes e uma

depois do ataque S 2 – como foi visto no Mecanismo 7.2. N

 

MECANISMO 7.2 O PROCESSO SN2

 

Uma etapa concertada

 

Etapas adicionais possíveis

DESENVOLVENDO A APRENDIZAGEM

 

7.7 REPRESENTAÇÃO DO MECANISMO COMPLETO DE UM PROCESSO S 2 N

APRENDIZAGEM

Brometo de etila foi dissolvido em água e aquecido, e foi observado que ocorre lentamente ao

longo de um longo período de tempo a reação de solvólise vista a seguir. Proponha um

mecanismo para essa reação.

 

SOLUÇÃO

 

O substrato é o primário, de modo que a reação deverá prosseguir através de um processo S N2,

em vez de SN1. Um mecanismo SN1 não pode ser invocado neste caso, porque um carbocátion

primário seria demasiado instável para se formar.

Em um processo SN2 existe uma etapa concertada, e temos de determinar se uma

transferência de próton vai ser necessária, antes e/ou depois da etapa concertada:

O mecanismo não requer uma transferência de próton antes da etapa concertada, e mesmo que

o zesse, os reagentes não são ácidos e não poderiam doar um próton de qualquer maneira. A

m de ter uma transferência de próton, no início de um mecanismo é necessário um ácido para

servir como uma fonte de prótons. No nal do mecanismo, haverá uma transferência de próton

porque o nucleó lo (H2O) responsável pelo ataque é neutro. Portanto, o mecanismo tem duas

etapas:

 

A primeira etapa envolve um ataque nucleofílico com a perda de um grupo de saída

simultaneamente, e a segunda etapa é uma transferência de próton:

 

PRATICANDO

o que você aprendeu

 

7.24 Represente o mecanismo para cada uma das seguintes reações de solvólise: