As Luzes de Leonor

Maria Teresa Horta · Capítulo 279 de 289

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As Luzes de Leonor

Capítulo XXV

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Vós, Essências celestes!

Vós, Essências celestes! Vós, do inferno

Habitantes de horror! Vós, que na terra

Tendes vertido em vão o sangue a mares,

Reis poderosos! Sábios estadistas!

Ouvi de uma mulher o juramento,

E afiancem-no em fim vossas espadas:

Não há-de a terra em torno o Sol lustroso

Duas vezes girar, antes que trema

Ou caia do usurpado trono o monstro

Que da miséria humana se alimenta.

Antes que o Sol segunda vez renove

O cortejo gentil da Primavera,

Os Lírios que plantei, reguei com pranto,

Brotarão, para nunca mais murchar-se:

E os bulbos, produtores da Ventura,

Farei plantar onde melhor floresçam.

Vítima pura desta nobre empresa!

Assim prometo ao Céu; assim t’o juro.

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