As Luzes de Leonor
Capítulo XXV
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Vós, Essências celestes!
Vós, Essências celestes! Vós, do inferno
Habitantes de horror! Vós, que na terra
Tendes vertido em vão o sangue a mares,
Reis poderosos! Sábios estadistas!
Ouvi de uma mulher o juramento,
E afiancem-no em fim vossas espadas:
Não há-de a terra em torno o Sol lustroso
Duas vezes girar, antes que trema
Ou caia do usurpado trono o monstro
Que da miséria humana se alimenta.
Antes que o Sol segunda vez renove
O cortejo gentil da Primavera,
Os Lírios que plantei, reguei com pranto,
Brotarão, para nunca mais murchar-se:
E os bulbos, produtores da Ventura,
Farei plantar onde melhor floresçam.
Vítima pura desta nobre empresa!
Assim prometo ao Céu; assim t’o juro.
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