Mulheres
mais. Eu estava suado e o meu…
mais. Eu estava suado e o meu coração batia tão depressa, que conseguia ouvi-lo.
«Não estou em grande forma», disse-lhe eu.
«Gostei. Vamos fumar um charro.»
Tirou um charro já feito. Passámos um ao outro.
«Joanna, apetece-me dormir. Posso dormir mais uma hora?»
«Claro. Logo que acabarmos o charro.»
Acabámos e estendemo-nos outra vez na cama. Adormeci.
56
Nessa noite, depois do jantar, Joanna apareceu com mescalina. «Já experimentaste isto?»
«Não.»
«Queres experimentar?»
«Está bem.»
Joanna tinha posto sobre a mesa pincéis, papel e algumas tintas. Nesse momento, lembrei-me que ela coleccionava quadros. E que tinha comprado algumas pinturas minhas. Tínhamos estado a beber Heineken durante quase toda a noite, mas ainda estávamos sóbrios.
«Isto é uma droga muito forte.»
«E o que é que faz?»
«Dá-te uma sensação muito estranha. E podes ficar doente. Quando se vomita a sensação é ainda mais estranha, mas eu prefiro não vomitar, por isso vamos tomar com um pouco de bicarbonato de sódio. Acho que o único efeito da mescalina é o medo.»
«Já senti isso sem ajuda nenhuma.»
Comecei a pintar. Joanna pôs um disco a tocar. Era uma música muito estranha, mas eu gostava. Olhei à volta mas Joanna tinha partido. Não me preocupei. Pintei um homem que acabara de se suicidar, tinha-se pendurado com a corda numa viga. Utilizei tudo.
«Hank...»
Estava precisamente atrás de mim. Levantei-me da cadeira. «MEU DEUS! OH, MEU DEUS DE MERDA!»
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