Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 100 de 247

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Mulheres

mais. Eu estava suado e o meu…

mais. Eu estava suado e o meu coração batia tão depressa, que conseguia ouvi-lo.

«Não estou em grande forma», disse-lhe eu.

«Gostei. Vamos fumar um charro.»

Tirou um charro já feito. Passámos um ao outro.

«Joanna, apetece-me dormir. Posso dormir mais uma hora?»

«Claro. Logo que acabarmos o charro.»

Acabámos e estendemo-nos outra vez na cama. Adormeci.

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Nessa noite, depois do jantar, Joanna apareceu com mescalina. «Já experimentaste isto?»

«Não.»

«Queres experimentar?»

«Está bem.»

Joanna tinha posto sobre a mesa pincéis, papel e algumas tintas. Nesse momento, lembrei-me que ela coleccionava quadros. E que tinha comprado algumas pinturas minhas. Tínhamos estado a beber Heineken durante quase toda a noite, mas ainda estávamos sóbrios.

«Isto é uma droga muito forte.»

«E o que é que faz?»

«Dá-te uma sensação muito estranha. E podes ficar doente. Quando se vomita a sensação é ainda mais estranha, mas eu prefiro não vomitar, por isso vamos tomar com um pouco de bicarbonato de sódio. Acho que o único efeito da mescalina é o medo.»

«Já senti isso sem ajuda nenhuma.»

Comecei a pintar. Joanna pôs um disco a tocar. Era uma música muito estranha, mas eu gostava. Olhei à volta mas Joanna tinha partido. Não me preocupei. Pintei um homem que acabara de se suicidar, tinha-se pendurado com a corda numa viga. Utilizei tudo.

«Hank...»

Estava precisamente atrás de mim. Levantei-me da cadeira. «MEU DEUS! OH, MEU DEUS DE MERDA!»

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