Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 93 de 247

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Mulheres

caralho e segurá-lo firmemente, sem deixar de…

caralho e segurá-lo firmemente, sem deixar de olhar para mim. Bebi um pouco de cerveja, pousei-a, levantei-me e saí.

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No dia seguinte, quando eu ia comprar o jornal, vi Bobby frente à sua casa.

«Louie telefonou e contou-me o que lhe tinha acontecido», disse ele.

«Ah, sim?»

«Ele saiu para vomitar e enquanto vomitava, Tammie agarrou-lhe no caralho e disse: ”Vamos lá para cima e eu faço-te um broche. Depois pomos o teu caralho num ovo da Páscoa”. Ele disse-lhe que não e ela disse, ”Qual é o problema? Não és homem? Não consegues conter o teu leite? Vamos lá acima que eu te chupo tudo!”.»

Fui até à esquina da rua comprar o jornal. No regresso, olhei para os resultados das corridas, li os mexericos, as notícias sobre violações e assassínios.

Bateram à porta. Abri a porta. Era Tammie. Entrou e sentou-se.

«Escuta, desculpa ter-te ferido ao agir daquela maneira, mas só por isso te peço desculpa. O resto só a mim me diz respeito.»

«Está bem», disse eu, «mas feriste a Paula quando correste atrás do Louie. Eles vivem juntos, sabes.»

«MERDA!», gritou-me, «NÃO CONHEÇO A PAULA.»

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Nessa noite levei Tammie às corridas de cavalos. Sentámo-nos na segunda tribuna. Trouxe-lhe um programa que ela olhou por algum tempo. (Nas corridas de trote atrelado, as actuações anteriores vêm impressas no programa.)

«Ouve, eu tomei comprimidos. E quando tomo comprimidos, às vezes fico a voar e perco-me. Vai deitando um olho.»

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«Está bem. Eu vou apostar. Queres alguns dólares para apostar?»

«Não.»

«Pronto, eu volto já.»

Dirigi-me ao guichet e apostei cinco dólares no cavalo n.° 7. Quando voltei, Tammie já lá não estava. Deve ter ido à casa-de-banho, pensei.

Sentei-me a ver a corrida. O sete ganhou cinco contra um. Ganhei 25 dólares.

Tammie nunca mais vinha. Os cavalos saíam para a corrida seguinte. Decidi não apostar. Decidi ir à procura de Tammie.

Fui primeiro à tribuna superior, depois percorri todas as coxias, os lugares reservados, o bar. Nada.

A segunda corrida começou e já iam na curva. Ouvi os gritos dos apostadores na recta da chegada enquanto descia em direcção ao recinto das corridas. Procurei por todo o lado aquele corpo maravilhoso e aquele cabelo ruivo. Não consegui encontrá-la.

Fui até à enfermaria. Estava um homem sentado, a fumar. Perguntei-lhe: «Por acaso não está aqui uma rapariga ruiva? Talvez tenha desmaiado... está doente».

«Aqui não está nenhuma ruiva, senhor.»

Estava cansado dos pés. Voltei para a segunda tribuna e comecei a pensar na próxima corrida.

Ao fim da oitava corrida, eu tinha cento e trinta e dois dólares. Contava apostar cinquenta dólares no cavalo n.° 4, na última corrida. Levantei-me para ir apostar e vi Tammie de pé à entrada duma sala de refeições, entre um porteiro negro com uma vassoura e outro muito bem vestido. Parecia um chulo dum filme. Tammie sorriu e fez-me adeus.

Aproximei-me. «Andei à tua procura. Pensei que tivesses tomado uma overdose.»

«Não, está tudo bem, estou bem.»

«Ainda bem. Boa noite, ruiva...»

Afastei-me em direcção ao guichet. Ouvi-a correr atrás de mim. «Eh! Para onde vais?»

«Quero apostar tudo no n.° 4.»

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