Mulheres
do, terei o dinheiro no bolso e…
do, terei o dinheiro no bolso e ao meio-dia já estarei a voar. Que pena. Bebi mais três ou quatro copos de cerveja e fui pa-
ra a cama.
Levaram-me para a leitura uma hora antes. Um rapaz novo cantava. Enquanto ele cantava, toda a gente conversava. As garrafas faziam barulho; risos; uma assistência bêbeda; o meu público preferido. Nós bebíamos nos bastidores, eu, Macintosh, Silvers e mais dois.
«És o primeiro poeta macho que aqui vem desde há algum tempo.»
«O que queres dizer?»
«Quero dizer que tivemos cá muitas bichas. Isto é uma óptima mudança.»
«Obrigado.»
Eu lia mesmo para eles. Perto do fim, eu e eles estávamos bêbedos. Discutimos, agredimo-nos um pouco, mas tudo correu bem. Tinham-me dado o cheque antes da leitura e isso ajudou-me a cumprir o contrato.
Depois houve uma festa numa casa enorme. Ao fim de uma ou duas horas, encontrei-me entre duas mulheres. Uma era loira, parecia ter sido esculpida em marfim, tinha olhos lindíssimos, assim como o corpo. Estava com o namorado.
«Chinaski», disse ela ao fim de algum tempo, «vou contigo.» «Espera», disse eu, «estás com o teu namorado.» «Oh, merda», disse ela, «ele não conta. Vou contigo!» Olhei para o rapaz. Tinha lágrimas nos olhos. Estava a tremer. Estava apaixonado, coitado do rapaz.
A rapariga do outro lado tinha o cabelo escuro. O seu corpo era bom, mas não era atraente de rosto. «Vem comigo», disse ela. «O quê?»
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