Mulheres
Chegámos a minha casa. Servi vodka. Os…
Chegámos a minha casa. Servi vodka. Os cabelos dela chegavam-lhe quase ao eu. Sempre gostei de cabelos e pernas.
«Leste mesmo bem, esta noite», disse ela. «Foste completamente diferente de ontem à noite. Não sei explicar isso, mas quando estás em forma, tens... humanidade. A maior parte dos poetas são uns pretensiosos de merda.»
«Também não gosto deles.»
«E eles de ti.»
Bebemos um pouco mais antes de irmos para a cama. O corpo dela era surpreendente, glorioso, estilo Playboy, mas infelizmente eu estava bêbedo. Contudo, entesei-me, cavalgava, cavalgava, agarrei-lhe pelos cabelos, meti as mãos neles, eu estava excitado mas não consegui vir-me. Caí para o lado, disse-lhe boa noite e adormeci cheio de culpas.
De manhã, fiquei embaraçado. Tinha a certeza de que nunca mais voltaria a ver Cassie. Vestimo-nos. Eram cerca de dez horas. Saímos e entrámos para o MG. Nenhum de nós falou. Sentia-me estúpido, mas não havia nada a dizer. Fomos até ao The Lancer e lá estava o Volks azul.
«Obrigado por tudo, Cassie. Lembra-te sempre do Chinaski.»
Ela não respondeu. Beijei-a na face e fui-me embora. Depois arrancou com o MG. No fim de contas, tinha acontecido aquilo que Lydia disse várias vezes: «Se queres beber, bebe; se queres foder, põe a garrafa de lado».
O meu problema era eu querer as duas coisas.
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Fiquei por isso surpreendido quando duas noites depois Cassie me telefonou.
«O que estás a fazer, Hank?» «Ando de um lado para o outro...» «Porque não vens a minha casa?» «Gostava...»
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