Mulheres

Charles Bukowski · Capítulo 94 de 247

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Mulheres

Apostei. O 4 perdeu por um palmo.…

Apostei. O 4 perdeu por um palmo. As corridas acabavam. Eu e Tammie, juntos, dirigimo-nos para o parque de estacionamento. Enquanto caminhávamos, ela dava-me golpes de anca.

«Preocupaste-me», disse eu.

Encontrámos o carro e entrámos. No caminho para casa, Tammie fumou 6 ou 7 cigarros, fumou-os até metade, e depois esmagou-os no cinzeiro. Ligou o rádio. Subiu e baixou o volume, mudou de estações e fez estalidos com os dedos enquanto ouvia a música.

Mal chegámos, ela correu para a sua casa e fechou a porta.

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A mulher de Bobby trabalhava duas noites por semana e quando isso acontecia ele telefonava-me. Eu sabia que às terças e quintas à noite ele estava só.

Era terça-feira quando o telefone tocou. Era Bobby. «Eh, meu, chateias-te se eu for aí beber umas cervejas?»

«Está bem, Bobby.»

Eu estava sentado numa cadeira em frente a Tammie, que estava no sofá. Bobby chegou e sentou-se no sofá. Abri-lhe uma cerveja. Bobby conversava com Tammie. A conversa era tão chocha que desliguei. Mas de vez em quando ouvia algumas passagens.

«De manha», dizia Bobby, «tomo um banho de chuveiro frio. Faz-me acordar mesmo.»

«Eu também tomo um banho frio de manhã», disse Tammie.

«Tomo um banho frio e depois limpo-me», continuava Bobby, «e depois leio uma revista ou outra coisa qualquer. Então estou pronto para o dia.»

«Eu tomo banho, mas não me limpo, deixo as pequenas gota de água onde estão.»

Bobby continuava: «Às vezes tomo um banho mesmo quente. A água está tão quente que tenho de entrar muito lentamente».

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Bobby levantou-se para mostrar como entrava no banho.

A conversa passou para o cinema e programas de televisão. Ambos pareciam adorar cinema e programas de TV.

Falaram ininterruptamente durante duas ou três horas. Depois, Bobby levantou-se.

«Bem, tenho de ir.»

«Oh, por favor não vás, Bobby», disse Tammie.

«Não, tenho de ir.»

Valerie ia chegar do trabalho.

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Na terça-feira à noite, Bobby telefonou de novo.

«Eh, meu, o que fazes?»

«Nada de especial.»

«Posso ir aí beber algumas cervejas?»

«Preferia não receber ninguém esta noite.»

«Oh, anda lá, meu, é só o tempo de beber umas cervejas...»

«Não, não me apetece.»

«ENTÃO VAI-TE FODER!», gritou.

Desliguei e fui para a outra sala.

«Quem era?», perguntou Tammie.

«Alguém que queria cá vir.»

«Era o Bobby, não era?»

«Sim.»

«Não és nada simpático com ele. Ele sente-se só quando a mulher vai para o trabalho. Que diabo se passa contigo?»

Tammie deu um pulo, correu para o quarto e marcou o número. Eu tinha acabado de lhe comprar meia garrafa de champanhe. Ela ainda não a tinha aberto. Agarrei nela e fui escondê-la na despensa.

«Bobby», disse ela ao telefone, «é a Tammie. Foste tu que acabaste de telefonar? Onde está a tua mulher? Olha, eu vou até aí.»

Desligou e saiu do quarto. «Onde está o champanhe?»

«Vai-te foder, não penses que o vais levar para ir beber com

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